Duas coisas são muito importantes em nossa vida: a primeira está relacionada à consciência, ao entendimento do que recebemos de Deus e da capacitação recebida para vivermos neste mundo como filhos revelando a Sua glória. A segunda está relacionada à primeira, que é o entendimento que temos da nossa jornada e não adianta pedir a Deus que nos mude, mas precisamos estar atentos aos passos que devemos seguir para alcançarmos a maturidade e assim, sermos frutuosos e operantes no revelar de Deus aos homens.
Na sua segunda carta, Pedro, escrevendo aos irmãos, no capítulo um , nos versos três e quatro, ele fala da capacitação recebida e do verso cinco ao oito ela fala da jornada e o que devemos fazer para o revelar ao mundo, como podemos ler: “O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade. Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina.” (2 Pedro 1:3-4, NTLH) e a seguir os passos que devemos observar para alcançar a maturidade e não ficarmos atormentados ou pedindo a Deus que remova o pecado de nossa vida, que diz:”Por isso mesmo façam todo o possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.” (2 Pedro 1:5-8, NTLH).
A decisão a tomar não é quando terminar a jornada, mas quando iremos começar, quando assumiremos um compromisso pessoal com Deus para sermos instrumentos da manifestação da Sua graça neste mundo e para revela-Lo aos homens.
Revelamos Deus aos homens, não quando temos aparência de religiosidade ou quando naturalmente somos religiosos, mas, quando fazemos o bem, realizamos boas obras para as pessoas. Fomos reconciliados com Ele pela Sua graça por meio da fé em Cristo Jesus, para fazermos neste mundo boas obras, para revelarmos misericórdia, compaixão, graça, bondade e o amor de Deus. Temos e precisamos entender que é expressão natural de quem somos quando agimos em favor das pessoas fazendo coisas boas. Somente revelamos Deus ao mundo, quando a igreja, o corpo de Cristo, a comunidade dos santos, age em unidade com o propósito de revela-Lo.
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