Precisamos ter o entendimento claro do que seja pecado e o que significa fazer e compreender porque temos que fazer o bem para não vivermos fora daquilo que Deus planejou pra nós.
Tiago escrevendo a sua carta, no capítulo quatro, no verso dezessete, afirma: ” Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” (Tiago 4:17, BEARA).
O que de fato é pecado? Pois segundo o que Tiago colocou em sua carta, a simples omissão é pecado. Pecar ou viver uma vida de pecado implica em andarmos neste mundo fora do propósito de Deus, sem o conhecimento da Sua vontade para a nossa vida. Temos que entender o que seja a vontade Dele, o que implica viver neste mundo como Seus filhos, pois se andarmos de forma contrária à Sua natureza, estaremos vivendo em pecado. E não é só uma questão de mentir, roubar, assassinar, corromper as pessoas, enganar, oprimir, mas, não fazermos o que Ele faz, implica que estamos vivendo em falta.
Para vivermos de forma plena a vontade de Deus, precisamos compreender quem somos e a Sua obra em nossas vidas. Não se trata de discutirmos o que éramos antes da nossa conversão (conversão não é mudar de religião), antes do nascer de novo, do nascer do espírito. Quando nascemos do espírito, isto é, quando o nosso espírito é reconciliado com Deus, quando recebemos da Sua vida, porque nós reconhecemos a Jesus como Senhor e Salvador e a Ele nos submetemos, entregando-nos à Ele, então, nascemos de novo, somos reconciliados com o Pai.
No novo nascimento, recebemos da vida de Deus, da natureza do Criador, partilhamos da Sua vida eterna, recebemos o Espírito Santo que em nós faz morada, somos feitos filhos, somos habilitados, capacitados, recebemos da Sua autoridade e poder, concedidos pelo Espírito Santo, para vivermos neste mundo como Seus imitadores, fazendo as Suas obras, por isso, precisamos santificar o nosso procedimento (deixar de viver segundo o pensamento do mundo) e passarmos a viver segundo a natureza do Criador.
Viver como filho de Deus, como imitadores, não é uma questão de deixar de fazer o que é contrário a Sua natureza, como: não mais praticarmos as obras das trevas, mas passarmos a viver neste mundo fazendo o que Deus faz, revelando as Suas virtudes, como Pedro escreveu em sua carta.
As virtudes de Deus estão relacionadas a revelar misericórdia, graça, perdão, amor, compaixão, longanimidade, benignidade, por isso, na nossa vida, não é só estarmos cheios do Espírito Santo, mas precisamos revelar o fruto do Espírito, que manifestam as mesmas virtudes de Deus.
Por isso, ao compreendermos estes pontos básicos, entendemos que perdoar o pecado dos outros com relação a nós, não é uma opção, mas expressão de quem somos. Orar pelos que nos perseguem, dar de comer e beber a quem nos faz mal não é opção, mas expressão de filhos, imitadores de Deus, por isso, precisamos fazer o bem. Demonstrar compaixão, dar de comer para quem tem fome, cobrir quem está nu, dar de beber, ajudar, repartir o nosso excesso. Todas estas coisas, e muitas outras, são expressão de fazer o bem para as pessoas, e quando deixamos de fazer, por qualquer motivo que seja, expressamos que não conhecemos a Deus e principalmente, que estamos vivendo de forma contrária ao que Ele vive, e portanto, estamos em pecado.
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