No evangelho de Marcos, no capítulo 5, dos versos 1 ao 20, podemos ler a história do homem que foi liberto por Jesus, este estava possesso de demônios, estava nele uma legião. Mas diante da sua libertação, as pessoas daquela região pedem que Jesus se retire. Ele, então entra no barco para ir embora, neste interim, o homem pede para ir com Ele, mas este afirma àquele que vá para sua terra e anuncie o que Deus havia feito por ele, e ao ouvir estas palavras, vai para a sua terra, sua família e O anuncia.
O que podemos aprender desta história de libertação e cura? Nos vemos na pele daquele homem? Somos gratos pelo que Deus fez por nós? Compreendemos a misericórdia e a graça de Deus em nosso favor? Ou o nosso sentimento e nossa postura é de merecedores ou de ter o nosso problema resolvido e não nos preocuparmos com os outros?
Quando compreendemos de fato a nossa situação diante do Criador, do quanto estávamos perdidos, da nossa miserabilidade quanto a vida de Deus, quanto a incapacidade de fazer por nós mesmos algo que possa agradá-Lo e, principalmente, que não merecemos qualquer ato de bondade e misericórdia Dele, nós não nos portamos de maneira egoísta e não pensamos somente em nós mesmos, mas sentimos compaixão por aqueles que não tem o conhecimento do Pai.
Nós que conhecemos Deus não podemos ter uma postura de acomodação, uma visão de problema resolvido, mas diante de tanta graça, tanto amor revelado e manifesto é impossível ficarmos quietos e vermos as pessoas cegas e perdidas sem Deus, sem a vida eterna do Criador. Por isso, existe um desejo ardente de nos dispormos em favor das pessoas, de nos oferecermos como um sacrifício, como uma oferta agradável ao Pai para sermos instrumento útil, um vaso para honra, para que a Sua vida se revele por meio de nós, para que consciente do que recebemos, da capacitação, da autoridade recebida, rejeitemos todo o pecado, todo procedimento que não procede de Deus. Santificarmos os nossos atos para que Ele seja visualizado por nosso intermédio, pois compreendemos que somos cartas vivas, somos o bom perfume de Cristo, que revela vida às pessoas.
A verdadeira proclamação da obra de Deus, do evangelho de nosso Senhor, da Sua vida entre os homens, está nos atos que praticamos, nas nossas ações e no revelar por meio das nossas obras quem é Ele. Sermos vasos para honra é manifestarmos por meio das nossas vidas as obras do Pai e assim os homens ao verem estas obras, glorifiquem a Deus e possam, assim, se aproximarem da luz.
A compaixão é que deve nos mover, tanto no sentido de nos submeter a vontade de Deus, santificando o nosso procedimento, nas ações que têm o propósito de revelar por meio dos nossos membros o Deus que conhecemos, pois temos a consciência de agir como Deus perante os homens na obra de reconciliação de todos com Ele.
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