Paulo falando aos presrbíteros de Éfeso, no capítulo 20 do livro de Atos, dos versos 33 ao 35, afirma o seguinte: “De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes; vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus Mais bem-aventurado é dar que receber. ” (Atos 20:33-35, RA).
O que podemos aprender destas palavras de Paulo a estes homens? O que podemos compreender do reino de Deus?
O primeiro aspecto importante é que a obra de Deus, o nosso ministério, a nossa responsabilidade com relação aos dons e talentos recebidos é exclusivamente nossa e temos que cumprir o que a nós foi designado, como membros do corpo de Cristo, como responsáveis pela divulgação do reino e para a edificação uns dos outros, de ninguém mais, recebendo ou não ajuda de outros, como ele fala que suas mãos serviram para o que lhe era necessário e a seus amigos, ou seja, não dependeu de outros para cumprir o seu ministério. Quando não recebida recursos para se dedicar a obra, então, ele mesmo, trabalhava para prover o seu sustento.
Segundo ponto: é que mesmo tendo o direito ao sustento, ele não cobiçou e nem desejou, nem o ouro e nem vestes de ninguém. Com o que recebia do Senhor ele cumpria o seu papel e conforme o entendimento de sua responsabilidade. Vivia com o que tinha recebido e era grato. Este é outro aspecto importante que vemos na vida de Paulo, como ele escreve em suas cartas aos filipenses, principalmente quanto afirma que aprendeu a viver contente em qualquer situação. Nós, como ele precisamos deste entendimento. O que nos frustra, nos desanima, é quando achamos que merecemos mais que temos ou recebemos, quando olhamos as coisas segundo a perspectiva deste mundo e não segundo valores eternos.
O terceiro aspecto importante é lembrarmos as palavras do Senhor Jesus, pois nelas estão a expressão do verdadeiro valor do reino de Deus. Mais feliz, mais bem-aventurado somos quando damos, do que quando esperamos receber. Temos que entender este aspecto importante do reino e que é o oposto do que aprendemos segundo os valores e conceitos deste mundo. No mundo é importante ser servido, é receber, é usar as pessoas para alcançar o nosso objetivo, é se servir das pessoas para atender os nossos interesses pessoais e particulares no cumprir da nossa vontade. Já no reino de Deus é ao contrário, não é ser servido, mas servir. É ser instrumento na vida do outro, merecedor ou não, para a sua edificação, crescimento e compreensão da vontade de Deus. O mais importante é a nossa doação em favor do outro. O verdadeiro amor se expressa no colocar os dons e talentos que recebemos em favor da vida do outro para que ele cresça e amadureça. É sermos abençoadores e não esperarmos ser abençoados.
Jesus abriu mão de quem era, do que tinha, em nosso favor, veio ao mundo como homem, para que nós pudéssemos alcançar a salvação, a reconciliação com Deus e assim, sermos reconciliados com o Criador, para que no tempo que nos resta, vivamos uma vida neste mundo segundo o Seu exemplo. Devemos nos dar em favor das pessoas, nos oferecer a Deus como um sacrifício vivo, como uma oferta agradável, para que agindo como Ele perante as pessoas, frente a capacitação recebida, o poder e autoridade que fomos revestidos para andarmos neste mundo como filhos, revelarmos e manifestarmos o Seu reino entre os homens, levando o Seu conhecimento a todos os lugares. E assim, nos dando, como Cristo, em favor das pessoas para que conheçam Deus e a Sua vontade.
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