Precisamos de dois entendimentos básicos em nossa vida. Primeiramente a liberdade, o fato de sermos livres, em Cristo Jesus, que na cruz nos libertou do domínio e poder do pecado. Não somos mais escravos do pecado, como escrito na carta aos Gálatas: “Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente.” (Gálatas 5:1, NTLH). E o segundo ponto importante é que esta liberdade, o fato de sermos livres, não traduz em fazermos o quisermos, quando quisermos, mas, compreendendo a natureza do Pai, Seus valores que foram expressos por meio da vida de Jesus Cristo neste mundo, vivamos aqui, segundo estes valores e virtudes que foram materializadas através da vida de Jesus Cristo, que se resume na lei no amor, no amor ao próximo, no amor que se dá em favor de quem não merece para que possa desfrutar e alcançar as mesmas coisa que nós temos e recebemos por meio de Jesus Cristo, por isso, como está escrito na carta aos Gálatas: “Porém vocês, irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês. Pelo contrário, que o amor faça com que vocês sirvam uns aos outros. Pois a lei inteira se resume em um mandamento só: “Ame os outros como você ama a você mesmo.” Mas, se vocês agem como animais selvagens, ferindo e prejudicando uns aos outros, então cuidado para não acabarem se matando!” (Gálatas 5:13-15, NTLH).
Então, tendo a consciência da libertação e o que deve nortear as nossas ações, passemos a ser guiados por esta lei do amor ao próximo. E devemos entender que o amor ao próximo se resume na ação de querer e se esforçar para que o outro tenha a mesma coisa que eu, que alcance os mesmos valores, a mesma maturidade, a mesma experiência de vida com Deus.
Tendo este entendimento e compreendendo que temos que expressar a Cristo por meio de nossas ações e palavras, devemos percorrer a jornada de santificação, a carreira proposta, para que abandonando toda a prática do pecado, santifiquemos os nossos procedimentos, para manifestarmos o nosso Deus por meio de nossas ações. Expressando Deus, levamo-Lo até as pessoas, somos, então, luz neste mundo, sal nesta terra. E cumprindo assim o nosso papel estamos cumprindo a lei do amor, revelando compaixão para que todos cheguem ao conhecimento da verdade, para que todos se aproximem da luz e sejam salvos, recebam a reconciliação com o Criador.
Sendo instrumentos de reconciliação, precisamos ser, no meio dos que foram salvos, modelos, exemplos para que as pessoas cheguem à maturidade, ao conhecimento pleno de Cristo, para que em cada vida haja a Sua manifestação completa, para que em todos haja a Sua a plenitude. Cada um que nos cerca ao chegar à maturidade, será exemplo e modelo para outros que chegarão ao conhecimento de Deus e assim o ciclo se completa, onde filhos gerarão filhos que servirão ao reino, servindo as pessoas e conduzindo todos a desempenharem o papel de cidadão do reino neste mundo, revelando, por meio da igreja, o corpo de Cristo a vontade e o reino de Deus neste mundo.
Agindo assim, se comprometendo pessoalmente com Deus para ser instrumento da Sua vontade, neste mundo, estamos revelando amor para com o próximo, e estamos servindo-o como Cristo fez a vontade do Pai neste mundo. Temos uma carreira, temos um propósito a cumprir!