Quando compreendemos o que Jesus fez, como andou, temos para nós a base de como proceder neste mundo e o que significa ser cristão. Não estamos discutindo religiosidade, rituais e regras doutrinárias, não estamos falando de separação do mundo, ao contrário: estamos falando de entrarmos no mundo, andarmos no mundo, juntarmos àqueles que que precisam da luz da verdade, da libertação, trazermos sabor, fazermos diferença, trazermos cura e restauração às vidas, de maneira que todos os homens cheguem ao conhecimento de Deus, recebam a libertação e que sejam curados, como Jesus falou aos fariseus: “Os fariseus e os mestres da Lei, que eram do partido dos fariseus, ficaram zangados com os discípulos de Jesus e perguntaram: — Por que vocês comem e bebem com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama? Jesus respondeu: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar os bons, mas para chamar os pecadores, a fim de que se arrependam dos seus pecados.” (Lucas 5:30-32, NTLH).
Mas o que significa estar no meio dos pecadores? É compartilhar do seus pensamentos, é agirmos segundo o entendimento que têm? Não. Precisamos compreender que temos que ser o bom fermento, que é colocado na massa para que toda ela seja levedada.
Estamos falando que somos e temos que ser a luz do mundo e o sal da terra. Temos como Jesus levar cura, restauração e libertação, trazer entendimento e libertação às pessoas. Mas só fazemos isso, se compreendermos que temos que revelar por meio de nossas obras, as obras e a vida de Deus entre os homens.
Mas como podemos levar a vida de Deus a todos os homens? Bom, precisamos conhecer e compreender qual seja a vontade de Deus, precisamos conhecer os seus preceitos, seus ensinamentos e os seus valores. Como podemos conhecê-los? Sim, conhecendo a Sua palavra, como o salmista afirma: “Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!” (Salmos 1:1, NTLH), mas para que isto seja uma verdade, tem que haver algo fundamental, precisa saber e colocar o seu coração no que é importante, como continua o salmista a afirmar: “Pelo contrário, o prazer deles está na lei do Senhor, e nessa lei eles meditam dia e noite. Essas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo.” (Salmos 1:2-3, NTLH).
Meditar na lei, nos preceitos, nos ensinamentos do Senhor é fundamental para que como uma árvore plantada a beira do riacho, produzamos frutos, revelemos os valores do reino, as obras de Deus no que fazemos.
Temos que entender estes aspectos como uma jornada, um processo, uma corrida, onde o nosso objetivo é que as nossas vidas sejam exemplo, que nós sejamos imitadores de Deus como filhos amados. Somente revelaremos as obras de Deus, e contaminaremos o mundo com estes valores, quando os conhecemos, quando corremos rumo ao nosso destino, quando santificamos o procedimento e revelamos a misericórdia, a graça e o amor do Pai. Conhecer a palavras, meditar, refletir sobre quem somos e o que temso revelado por meio de nossas obras é que nos conduzirão na vontade do Senhor.
Nossa função: buscar o perdido, trazer luz ao mundo, ser sal da terra para desempenharmos o papel de reconciliadores dos homens com Deus. E só fazemos isso, se revelamos os valores de Deus, valores que primam pelo amor, pela manifestação de graça, misericórdia, compaixão, longanimidade, bondade e paciência nos relacionamentos. Manifestamos os valores quando compreendemos que temos que morrer para nós mesmos, negar as paixões humanas, correr a carreira rumo ao Senhor, sermos Seus imitadores para que a Sua vida e valores se revelem em nós e através de nossa vida para a glória e louvor do nome do Pai.