Vão e façam discípulo: Na liberdade do Espírito

Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5:13, BEARA)

Na justificação que recebemos através de Jesus Cristo, com a nossa morte e ressurreição com ele. Ele que morreu na cruz por nossos pecados e reviveu para nos justificar, apresentar-nos diante do Pai santos, inculpáveis e irrepreensíveis. Ele que neste ato nos libertou do domínio do pecado sobre as nossas vidas. Nele que tivemos os grilhões quebrados. Nele que temos a libertação. Conscientes da condenação que pesava sobre nós, devido a nossa atitude de rebeldia quanto ao propósito e vontade de Deus, nós que pela nossa cobiça, rejeitamos a vida de Deus, tivemos e recebemos não só o perdão do pecado, mas a nossa libertação, como nos portamos diante da libertação recebida?

Fomos livres, mas continuamos preso ao que nos oprime, ao que nos impede de viver plenamente a vontade e o querer de Deus para as nossas vidas. Fomos chamos a liberdade, tivemos os grilhoes quebrados, precisamos, viver como filhos de Deus, livres, livres do poder do pecado e de tudo que nos impeça de cumprir e viver a vida de Deus, a vida que ele tem para nós.

Não podemos continuar escravos de nossas mágoas, das ofensas que recebemos, das rejeições que padecemos. Não podemos viver escravos de nosso pensamento e desejos de cobiça, inveja, avareza que tanto nos assedia em tudo o que fazemos. Não podemos nos deixar dominar pelo pensamento do mundo que nos escraviza e nos leva de volta a uma vida que é totalmente contrária ao propósito e querer de Deus.

Como usufruirmos da libertação recebida, como cumprirmos o nosso papel como cidadãos do reino, como filhos de Deus, e debaixo do senhorio de Jesus? Como podemos expressar em ações o nosso amor, a gratidão por tudo que fez por nós sem qualquer merecimento?

Precisamos ter consciência, compreender a obra de Deus, a justificação, o perdão, a libertação. Não podemos continuar a viver como escravos de nossas mazelas, de tudo que nos oprime e que impedem de viver plenamente a vontade de Deus. Não podemos nos deixar ser dominados pelo nosso passado, pelas agressões sofridas. Não podemos nos deixar ser dominados pela inveja, pela avareza, pelo medo de não ter e perder tudo que temos de “temporário” deste mundo. Precisamos aprender a jogar fora, a sair da prisão a que estávamos condenados. Não importa quão longa será a jornada. Precisamos sair, abandonar, deixar de viver como vivíamos no mundo. Fomos chamados para sermos livres, para como filhos de Deus, servimos a justiça, manifestarmos a vida de Deus entre os homens.

Como fazer isso? Baseado nas promessas, em tudo o que Jesus prometeu, na certeza que o pecado não domina sobre nós e que podemos escolher servir a justiça, sermos cartas vivas, expressarmos os amor de Deus com o bom perfume de Cristo.

Temos que escolher o que revela a justiça de Deus, temos que rejeitar qualquer tipo de atitude que seja contrária a natureza de Deus. Temos como filhos a obrigação de revelar Deus em tudo o que fizermos. Isto não é uma opção. Cumprir o “ide” para revelar o reino de Deus aos homens é uma decisão, uma postura, um compromisso que assumimos com Deus perante os homens, revelando no que fazemos a libertação.