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Nossa aceitação diante de Deus não vem de méritos ou regras, mas da obra perfeita de Jesus.
Em Atos 15.12-21, Tiago apresenta a conclusão oficial da discussão sobre a necessidade de os gentios serem circuncidados e obedecerem à Lei de Moisés para serem salvos. Alguns judeus convertidos defendiam essa exigência, mas Paulo e Barnabé afirmavam que a salvação não dependia dela. Diante disso, Tiago declara no versículo 19:
“— Por isso, julgo que não devemos perturbar aqueles que, entre os gentios, se convertem a Deus,” (Atos dos Apóstolos 15.19 NAA)
Tiago não fundamenta sua decisão em opiniões pessoais. Pelo contrário, ele baseia sua conclusão nas Escrituras (v.15), citando os profetas e o plano soberano de Deus, além de considerar o testemunho de Pedro, Paulo e Barnabé sobre aquilo que Deus havia realizado por meio deles.
Essa passagem deixa claro que a salvação é pela graça de Deus, e não pelos méritos humanos ou pela observância da Lei. Não devemos criar exigências que o próprio Deus não estabeleceu. O evangelho é para pessoas de todas as culturas, povos e nações. Ao mesmo tempo, nossas experiências devem sempre ser avaliadas à luz das Escrituras. A liberdade cristã não é uma licença para o pecado, mas uma oportunidade para viver em santidade, amor ao próximo e unidade, sem comprometer a verdade do evangelho.
Por isso, devemos descansar na obra perfeita de Cristo, e não em nossos esforços para sermos aceitos por Deus. Precisamos evitar acrescentar regras humanas ao evangelho, examinar nossas crenças à luz da Palavra, viver a liberdade cristã com responsabilidade e santidade, tratar uns aos outros como membros da família de Deus e promover a unidade da igreja sem renunciar à verdade. Assim, Cristo será glorificado em nossas vidas e em nossa comunidade de fé.
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