Deus nos tenta?

Deus nos tenta?

foto por: Raquel García em Unsplash

Precisamos fazer diferença entre sermos tentados e as provações que nos sobrevém, pois a primeira é decorrente de nossa cobiça, a outra serve para o processo de nossa edificação. Temos que compreender que Deus não nos tenta, mas, o nosso desejo alimentado pela nossa cobiça. Já a provação provém de Deus e é usada em nossas vidas para que produza crescimento e amadurecimento.

Tiago em sua carta, tratando desta questão, afirma no capítulo um, do versículo doze ao quinze: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” (Tiago 1.12–15, BEARA).

Fazermos a diferença entre estes dois aspectos é importante, por isso, não podemos dar oportunidade a carne, isto é, a forma de pensar deste mundo, pois todo desejo maligno procede de um coração que anda pelo pensamento natural e que não tem morrido diariamente com Cristo. Entender que a condição para vivermos o reino de Deus está em negarmos a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e seguirmos o modelo do Senhor.

Se decidirmos andar segundo os nossos desejos, então tudo que brota em nosso coração, toda cobiça para suprir as nossas carências, irá consumar em pecado, pois irá traduzir a forma de pensar natural e não o conhecimento de Deus. Quando assim entendemos, então compreendemos que Deus não nos tenta, mas a tentação é gerada pela nossa cobiça.