Olhando para nós mesmos

A grande questão que devemos tratar com relação a nós está no fato de compreendermos o quanto somos pecadores, o quanto erramos e se o que estamos fazendo não é o que condenamos nos outros, pois não importa o que falamos, mas, o que expressamos. Quando condenamos, achamos que somos melhores, não vemos o nosso pecado e não temos a possibilidade de enxergar no outro o fato de ser o nosso irmão e que precisa de nossa ajuda.

Paulo, fala sobre isso, quanto a religiosidade em sua época, em Romanos, no capítulo dois, versículo um: “Meu amigo, não importa quem você seja, você não tem desculpa quando julga os outros. Pois, quando você os julga, mas faz as mesmas coisas que eles fazem, você está condenando a você mesmo.” (Romanos 2.1, NTLHE). E ele afirma no versículo três: “ Mas você, que faz as mesmas coisas que condena nos outros, será que você pensa que escapará do julgamento de Deus?” (Romanos 2.3, NTLHE).

Normalmente acreditamos que por apontar o defeito e falhas dos outros, diminuímos as que enxergamos em nós, mas de fato, o que estamos fazendo é nos tornando mais cegos para a realidade que deveríamos viver e pela maneira como deveríamos lidar com os “pecados” dos outros. Quando condenamos, não agimos com compaixão, pois deixamos de ver no outro a possibilidade, não só de fazermos uma oferta de nossas vidas, para que possamos ajuda-los.

Não estamos aqui para condenar, mas para revelarmos compaixão e nos ajudarmos nesta jornada para sermos mais maduros e sermos suportes uns dos outros para revelarmos a plenitude de Cristo em nós.

Somos filhos de Deus, quando deixamos de enxergar o pecado na vida do outro e fazemos, como o Senhor, uma oferta, para que ele possa amadurecer e assim expressar o Deus que conhecemos.

Que possamos olhar para nós mesmos, para as nossas mazelas, para o nosso pecado e compreendermos o que Deus fez em nosso favor e assim, vermos os outros com olhos de compaixão e misericórdia para podermos ajuda-los a expressarem a obra realizada pelo Pai em cada vida.

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