A perspectiva do conhecimento

A pior questão que temos que enfrentar é a perspectiva que olhamos as coisas com o conhecimento que temos e, muitas vezes acharmos que temos a convicção que estamos corretos e é a plenitude de tudo que se precisa entender; mas não compreendemos que o verdadeiro conhecimento vem quando dependemos inteiramente de Deus, pois Dele procede toda plenitude do saber.

Jesus falando com o fariseu, logo depois de encontrar o cego de nascença que havia curado, fala de enxergar ou se tornar cego. Isto está no capítulo nove do evangelho de João, nos versículos quarenta e quarenta e um, que diz: “Alguns fariseus que estavam com ele ouviram isso e perguntaram: — Será que isso quer dizer que nós também somos cegos?Se vocês fossem cegos, não teriam culpa! — respondeu Jesus. — Mas, como dizem que podem ver, então continuam tendo culpa.” (João 9:40-41, NTLH).

Qual a perspectiva do fariseu? Que ele estava certo, que tinha o conhecimento e entendimento da lei e da vontade de Deus. Vem Jesus e apresenta de forma prática a realidade da lei e de todos os ensinos através de Moisés e dos profetas de que Deus buscava e esperava: misericórdia, graça, compaixão, justiça; pois estas virtudes do Criador eram mais importantes que regras, que leis, procedimentos que eram impostos.

O fariseu tinha convicção do que cria e fazia. Paulo, também explica isso, com relação ao fato dele ser zeloso pela lei, e que por essa lei matou diversos cristãos, até que Jesus falou com ele. Assim, também, pode acontecer conosco, na nossa religiosidade quando achamos que estamos certos do conhecimento e entendimento que temos e nos esquecemos das coisas que são importantes para Deus e da nossa dependência Dele no revelar da Sua vontade. E temos que ter o entendimento que revelar as Suas virtudes é mais importante e que são estas que nos conduzem a um viver de modo digno do evangelho.

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