Não se trata da liberdade, do poder fazer de tudo que desejarmos, não se trata do conhecimento que temos, mas, do contexto que vivemos, da nossa missão neste mundo, do Deus que temos que revelar diante das pessoas, e devemos andar tendo o propósito de revelar o reino, andar de modo digno da vocação, manifestando ao mundo o amor de Deus e a Sua graça, não o nosso conhecimento.
Por causa destas coisas, Paulo, na primeira carta aos Coríntios, no capítulo dez, nos versículos vinte e três e vinte e quatro, afirma: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem.” (1 Coríntios 10:23-24, BEARA) e ele afirma nos versos trinta e um e trinta e dois: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus,” (1 Coríntios 10:31-32, BEARA), e Paulo, reforça no verso trinta e três: “assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.” (1 Coríntios 10:33, BEARA).
A questão não é mostrar o nosso conhecimento, ou a compreensão da liberdade que temos, mas, de nos preocuparmos com os outros e de conduzi-los à salvação, ao conhecimento de Deus e a libertação do domínio do pecado, tendo este conhecimento de Deus ou mesmo vivendo sem o conhecimento da vontade e da salvação que é oferecida a todos os homens.
Somos instrumentos neste mundo para revelar Deus aos homens, por isso precisamos andar de maneira digna da vocação, andando segundo os valores eternos do Criador, manifestando as Suas virtudes por meio dos relacionamentos que desenvolvemos com todas as pessoas.
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