Quando perdemos a noção do nosso papel, da nossa responsabilidade, quando esquecemos “do quê” e “como” precisamos fazer as coisas e normalmente queremos impor para que os outros façam o que achamos que devem fazer e não focamos em sermos modelo para o rebanho de Deus, deixamos de cumprir o que é a nossa responsabilidade neste mundo.
Pedro, em sua primeira carta, no capítulo cinco verso três, lembra aos presbíteros (pastores) que não se trata de dominar o rebanho, mas sim de serem modelos para o mesmo, como podemos ler:
“nem como dominadores (não é para agir como) dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” (1 Pedro 5:3, BEARA).
Quando perdemos o foco? Quando deixamos de compreender quem somos e como devemos viver neste mundo, quando esquecemos que a responsabilidade de ser modelo não é para alguns, mas para todos; quando esquecemos que a igreja do Senhor é uma família e agimos, considerando-a uma instituição humana, onde a nossa vontade deve prevalecer, quando esquecemos que o mais importante são os relacionamentos, a expressão da comunhão que do que o simples ato de dizer o que deve ser feito e quando não lembramos que os processos são mais críticos e mais importantes porque focam nas pessoas e não nas coisas e nem nos resultados.
Ser modelo para o rebanho é algo que todos precisam aprender a ser, de maneira que os mais maduros ensinem os mais novos a como devem viver diante de Deus e dos homens, e principalmente, como devem desenvolver o relacionamento com os membros da família de Deus e com os homens que não O conhecem.
Não é impondo, não é estabelecendo regras, não é só o nosso ponto de vista, mas, no quão maduro somos para sermos modelos e conduzir todos os homens a viverem de modo digno do evangelho, a viverem segundo a vontade de Deus, expressando-O neste mundo e revelando Suas virtudes por meio da igreja, o Corpo de Cristo.