Santificação dos nossos atos como cristãos

Não vivemos neste mundo para sermos pessoas melhores, mas, para revelarmos o Deus que nos salvou e nos resgatou do inferno por meio do Seu filho para vivermos em novidade de vida, revelando-O diante das pessoas e andando de maneira digna do nosso chamado como Seus filhos, cidadãos do Seu reino.

Paulo, escrevendo aos irmãos de Colossenses, no capítulo dois, do verso vinte ao vinte e três, afirma: “Se morrestes com Cristo  para os rudimentos do mundo,  por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:  não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,  segundo os preceitos e doutrinas dos homens?  Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.  Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.” (Colossenses 2:20-23, BEARA) .

Não se trata de regras, de métodos e condições que possamos implementar que irá levar as pessoas ao conhecimento de Deus, mas, partindo dos rudimentos do evangelho do reino de Deus, compreendendo a salvação. Precisamos entender que não somos mais cidadãos deste mundo, que fomos ressuscitados com Cristo para viver segundo os valores eternos do reino, revelando o Pai às pessoas.

Paulo fala sobre isso, no capítulo três, dos versos um ao três, quando afirma: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo,  buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.  Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;  porque morrestes,  e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.” (Colossenses 3:1-3, BEARA) .

Tendo a consciência e o entendimento, segundo a palavra, que morremos para este mundo e que agora somos cidadãos do reino de Deus e que temos um papel a cumprir, precisamos de fato santificar o nosso procedimento, mas segundo os fundamentos da obra de Deus em nós, como Paulo afirma no verso cinco: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza,  que é idolatria;” (Colossenses 3:5, BEARA). E do verso oito ao dez, ele continua afirmando: “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.  Não mintais uns aos outros,  uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos  e vos revestistes do novo homem  que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;” (Colossenses 3:8-10, BEARA) .

O despojar, o retirar da nossa vida, o despir destas atitudes não está relacionado a criarmos métodos para isso, mas baseados no princípio de compreendermos a obra de Deus, entender quem somos, o que a palavra fala, baseados na transformação e capacitação recebida, rejeitamos, porque precisamos expressar o Deus que confessamos ser o nosso Pai e que nos libertou do domínio do pecado mediante a obra de Cristo Jesus. Santificar o procedimento é deixarmos de fazer as coisas deste mundo, porque somos cidadãos do reino de Deus para revelá-Lo aos homens.

Ao despirmos da velha vestimenta, a natureza humana, precisamos nos revestir do que recebemos de Deus, revelando por meio das nossas ações quem somos e o nosso modo de vida, como cidadãos do reino que somos.

Paulo escreve sobre isso do verso doze ao quatorze, onde afirma: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão,  de longanimidade.  Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.  Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;  acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.” (Colossenses 3:12-14, BEARA) .

Mas precisamos fazer tudo isso, não para termos uma vida melhor ou sermos melhores neste mundo, mas simplesmente por que tendo o conhecimento de quem somos, da capacitação recebida, do nosso papel neste mundo, vivemos fazendo tudo para o Senhor e para revelar o Seu nome ao mundo, como Paulo aconselha no verso dezessete, do capítulo três: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele  graças a Deus Pai. ” (Colossenses 3:17, BEARA).

Precisamos entender que santificamos o procedimento, isto é abandonamos as práticas segundo os rudimentos do mundo, e adotamos em nossa vida os valores do reino de Deus, não para termos uma vida melhor, mas porque precisamos revelá-Lo aos homens, como é a razão do nosso chamado e fazemos isso, mediante a capacitação recebida do Espírito Santo, dependendo inteiramente de Deus e da Sua graça.

https://soundcloud.com/caminhar-na-graca/santificacao-dos-nossos-atos-como-cristaos