Muitas vezes pensamos em como fazer a obra de Deus e qual a Sua vontade para nós, só que pensamos no contexto religioso e esquecemos que fomos inseridos no Seu reino e que o nosso papel é revela-Lo, isto é, fazermos a vontade do Pai como é realizada nos céus e cumprimos isso, quando entendemos que são nas nossas ações e reações diante das situações que demonstram o nosso grau de maturidade e o quanto ainda temos que caminhar para fazer a Sua obra e a Sua vontade na terra.
Pedro, fazendo recomendação sobre a maneira de agir em sua primeira carta, no capítulo três, versos oito e nove, diz: “Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.” (1 Pedro 3:8-9, RA).
Temos e precisamos de ter este entendimento simples do reino de Deus. Não se trata da “obra” que realizamos, dos serviços que fazemos, mas do quanto manifestamos o reino de Deus por meio dos nossos relacionamentos. Temos o papel e a incumbência de manifestar este reino através dos relacionamentos que desenvolvemos com as pessoas próximas de nós, mas nos esquecemos disto, por isso precisamos observar estas recomendações que Pedro dá em sua carta.
Não podemos pagar o mal com o mal, não podemos deixar de nos compadecer das pessoas, não podemos revidar os ataques que recebemos, não podemos deixar de perdoar o pecado dos outros, não podemos maldizer as pessoa e temos que ser amigos, manifestar o amor de Deus nos relacionamentos. Não podemos ser indelicados com as pessoas, independente do que fizeram ou estão fazendo.
Temos que revelar Deus aos homens, temos que manifestar a Sua graça, misericórdia e o Seu amor, caso contrário, não estaremos revelando a Sua vontade e nem cumprindo o Seu querer neste mundo da mesma maneira que é feito nos céus. Precisamos deste entendimento que o reino que revelamos às pessoas que estão próximas e não para as que estão longe. Precisamos nos lembrar que fomos capacitados, que recebemos a autoridade para vivermos neste mundo como Deus perante as pessoas e que só precisamos nos despir dos desejos da carne e deixar de andar segundo o pensamento deste mundo.
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