Como filhos de Deus, como pessoas espirituais, precisamos nos despojar (despir, tirar) de toda maldade e nos revestir dos valores eternos do Seu reino, pois nos despojando das paixões humanas, carnais, podemos revelar pela prática de obras os verdadeiros valores deste reino e manifestar ao mundo, sendo luz, o nosso Deus, pois estaremos fazendo as obras que O glorificam.
Pedro escrevendo sobre isso em sua primeira carta, no capítulo dois, do verso uma ao três, afirmando: “Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso.” (1 Pedro 2:1-3, BEARA) e no verso onze, ele escreveu: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma,” (1 Pedro 2:11, BEARA), no doze, ele disse: “mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. ” (1 Pedro 2:12, BEARA). Para concluir no verso quinze: “Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos;” (1 Pedro 2:15, BEARA) .
São aspectos simples de nossa vida estas palavras de Pedro.
Primeiro: temos que entender que não é Deus quem remove, somos nós. Ele nos libertou, por meio da morte de Cristo na cruz, do domínio do pecado. Já não somos escravos do pecado, mas agora, fomos libertos e feitos servos da justiça. Tendo este entendimento não temos que pedir a Deus que remova o pecado da nossa vida, Ele não irá fazer isso, mas a obra, o milagre, já foi feito. Fomos libertos, não somos mais escravos. Não adianta querermos culpar o pecado ou mesmo o Diabo por nossos delitos, nossos erros. Além de nos libertar, Ele nos capacitou para vivermos como Seus filhos neste mundo.
Segundo: temos que ter a consciência que a luta com relação aos desejos da carne e os valores espirituais são permanentes em nossa vida. Enquanto estivermos vivendo neste corpo, o desejo do pecado, a cobiça, sempre será algo constante em nós, mas temos, como pessoas espirituais, capacitadas pelo Espírito Santo que em nós fez morada, que ter a consciência que não precisamos nos sujeitar aos desejos da carne, mas podemos rejeitar e não sucumbir à prática do mesmo.
Terceiro: temos que ter consciência de que não somos cidadãos deste mundo, mas, peregrinos, estrangeiros, cidadãos do reino de Deus, fomos feitos sacerdotes, pertencemos a uma nação, ao povo de Deus e temos um papel, uma responsabilidade perante Ele e o Seu reino que é revelar as Suas virtudes.
Revelamos as virtudes de Deus pela prática do bem, pois é através das boas obras que O glorificamos e estas fazem com que as pessoas se calem diante do fato que manifestamos e revelamos Deus ao mundo, pois como filhos, temos a obrigação natural, decorrente da capacitação recebida, de expressar e de agir como Ele perante as pessoas.