Revelação do bem que há em nós

Muitas e muitas vezes nos avaliamos somente pelo aspecto natural, consideramos e compreendemos que somos miseráveis, que em nós não há nada de bom. Sim, isto é verdade quando olhamos na perspectiva natural. Mas, quando analisamos segundo a obra que Deus realizou em nossas vidas, na reconciliação por meio de Cristo Jesus, no novo coração que nos concedeu, pelo Seu Espírito que em nós veio fazer morada, não podemos deixar de manifestar e revelar todo o bem que há em nós. Ele nos fez nova criatura, deu-nos do Seu Espírito, ensinou-nos sobre a Sua vontade, capacitou-nos para O revelarmos neste mundo. Diante disto não podemos nos esquecer o quanto somos miseráveis na perspectiva da natureza humana, mas quando analisamos pela espiritual, somos ricos, cheios de toda graça, abençoados com toda sorte de bênçãos, feitos filhos e herdeiros de Deus para revela-Lo ao mundo, para abençoar as pessoas.

Paulo escrevendo a Filemon, do verso quatro ao sete, fala sobre este aspecto, quanto a tornar eficiente no pleno conhecimento de todo o bem que há em nós, como ele escreveu: ” Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações,  estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos,  para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo.  Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio. ” (Filemon 4-7, RA).

Ao mesmo tempo que temos que ter consciência da miserabilidade, como homem natural, precisamos compreender na perspectiva espiritual a obra de Deus em nossa vida e no que nos tornarmos, para que possamos desempenhar o papel a nós incumbido em toda plenitude da vontade de Deus, andando na Sua total dependência.

Somos e fomos capacitados para vivermos o reino de Deus neste mundo, temos e recebemos graça sobre graça, para que a vontade de Deus seja revelada a todos os homens. Fomos feitos novas criaturas, para manifestarmos ao mundo o Deus que afirmamos conhecer e não só isso, temos que entender que somos cartas vivas, o bom perfume de Cristo que revela a fragrância do Seu conhecimento.

Entendermos a obra de Deus em nós e o vaso que Ele nos tornou, pela graça, somente nos conduz a um processo de amadurecimento e entendimento do Seu querer e também, leva-nos a rejeitarmos toda a paixão humana, todo pensamento da carne, toda atitude segundo os frutos da carne para revelarmos perante todos os homens o fruto do Espírito. Fruto que revela as virtudes de Deus, fruto que O manifesta a todos os homens. Temos que entender que fomos abençoados, agraciados não para vivermos segundo o pensamento natural, cheios de todo egoísmo, hipocrisia, mentira, orgulho e arrogância, mas, para revelarmos toda a bondade de Deus a todos os homens.

Temos que entender que somos a resposta de Deus aos homens, somos a vara que consola, somos a fonte de toda graça, de todo amor Dele que foi derramado em nossas vidas para expressarmos a todos as pessoas em todos os lugares e não depende do merecimento de quem abençoamos, mas unicamente e exclusivamente de compreendermos quem somos e da obra de Deus em nossa vida para servimos a todos neste mundo.

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