Precisamos ter a consciência, o entendimento que não somos melhores que ninguém, não estamos acima de qualquer pessoa que seja, nem podemos fazer nada de bom que possa melhorar a graça de Deus, ou de ruim que a possa reduzir, mas fomos salvos, reconciliados com Ele, pela Sua graça, por meio da fé em Cristo Jesus para realizar neste mundo boas obras, ou seja, para revelar ao mundo que mesmo pecadores, santificados pelo sangue de Cristo, podemos viver aqui de maneira que agrada a Deus, fazendo a Sua vontade.
Paulo, em sua carta a Tito afirma o seguinte, no capítulo dois, nos versos onze e doze: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,” (Tito 2:11-12, BEARA) e no verso quatorze ele complementa: “o qual (Jesus) a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. ” (Tito 2:14, BEARA).
Temos que compreender primeiramente que somos salvos, não porque merecemos, mas pela graça de Deus, e nos lembrarmos sempre que não éramos pecadores, mas somos pecadores com a consciência e o entendimento que a nossa situação não mudou, o que mudou é que temos o entendimento que o que nos salva é a graça de Deus, e que o sangue de Cristo que foi vertido é que nos purifica e nos apresenta diante de Deus, santos, inculpáveis e irrepreensíveis.
Agora, tendo sido salvos, a graça de Deus opera em nós, nos educando para rejeitar as paixões humanas (os desejos e pensamento da carne), e então, por causa do propósito de nossa vida, da razão de nosso viver neste mundo, possamos viver conforme a vontade de Deus, como o Seu povo, de forma justa, revelando a Ele. Esta graça nos conduz ao entendimento que sendo de Deus, sendo propriedade Dele.
As boas obras que temos que fazer devem e têm que revelar a Deus por meio das nossas vidas. Existimos como cartas vivas, como o bom perfume de Cristo. Tudo que fizermos, todas as nossas ações e palavras devem revelá-Lo, por isso, precisamos ser semelhantes a Jesus. Nós santificamos o procedimento não porque damos conta, não porque somos bons, nem melhores que qualquer outra pessoa, mas, porque recebemos o poder e a autoridade para vivermos neste mundo segundo a Sua vontade, podemos e temos, como expressão natural da reconciliação recebida, a obrigação natural de agirmos neste mundo como Deus diante dos homens.
Por isso, é importante termos o entendimento que não éramos pecadores, mas pecadores que foram remidos, salvos, pela graça de Deus, salvos e capacitados para vivermos neste mundo segundo a vontade Daquele que nos chamou, por isso, a Sua graça se revela dia após dia, nos educando e nos conduzindo de maneira a rejeitarmos as paixões humanas e vivermos neste mundo segundo filhos de Deus, revelando o Seu reino e fazendo as Suas obras, pois são por meio das obras que manifestamos e proclamamos o Seu reino.
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