Prontidão e transparência

Quando pensamos no reino de Deus, na vontade do Pai, no desejo que Ele tem que aprendamos sobre os valores eternos, sobre a forma de fazer as coisas precisamos compreender que a prontidão, a disposição de fazer com liberalidade e não por imposição, assim como, agirmos com transparência diante dos homens é algo crucial em todas as áreas.

E Paulo em sua segunda carta aos Coríntios, no capítulo oito, no verso doze, fala sobre o aspecto financeiro, quanto a dar com liberalidade, fazer de acordo com o que tem, e fazer com prontidão, como podemos ler: “Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem.” (2 Coríntios 8:12, NVI).

E o fundamental é entendermos que damos do que temos, do que nos foi dado por Deus e que podemos compartilhar, repartir e manifestar a equidade para que que prevaleça a justiça de Deus e assim revelemos a Suas virtudes. Quando agimos assim, estamos fazendo segundo os valores eternos. Damos, repartirmos, ajudamos não por obrigação, mas com prontidão e fazemos para que a justiça de Deus se revele. Não se trata de tirar de um para dar para quem não precisa, mas para que a falta de um seja suprida pela abundância de outro. Não se trata de igualdade, mas sim, da equidade.

Outro aspecto importante que temos que entender é que não podemos fazer nada usando de subterfúgios, precisamos agir com transparência com relação ao que estamos fazendo, para que não gere descontentamento e crítica, e para que possam ver de fato o que  e como é feito.

Paulo, neste mesmo capítulo, fala disto no aspecto de como seriam distribuído os recursos financeiros, como podemos ler no verso vinte e um: “Queremos evitar que alguém nos critique quanto ao nosso modo de administrar essa generosa oferta, pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.” (2 Coríntios 8:20-21, NVI).

Fazer o que é correto, é agirmos com transparência diante das pessoas em toda e qualquer situação, não somente, na administração e aplicação dos recursos que a nós são confiados, pois temos que ser modelos para todos. A transparência das ações que praticamos ou somos responsáveis, geram um processo de cobrança em nós mesmos para não sairmos daquilo que seja a vontade do Senhor e não cedamos às tentações de fazermos baseados em subterfúgios e uso inadequado do que o Senhor nos disponibilizou para administrarmos.

Precisamos compreender que a nossa vida tem e precisa ser um livro aberto e disponível que revela, em tudo, as virtudes de Deus a todos os homens, para que ao verem o que, porque e como fazemos, glorifiquem a Deus por nossas boas obras e assim se convertam ao Senhor, de Quem são todas as coisas e para quem voltam todas as coisas.

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