Sujeitar a Deus e fazer a Sua vontade

Talvez não compreendamos o significado de nos sujeitarmos a Deus, nos submetermos a Ele e nem a importância deste ato frente a quem somos e ao que precisamos viver e expressar neste mundo. Resumimos nossa vida espiritual a crermos que recebemos a nossa salvação pela graça de Deus e que está todo o resto resolvido.

Não há o entendimento e nem o compromisso gerado a partir do reconhecimento da graça de Deus e de Sua salvação. Continuamos a viver segundo o nosso pensamento, andando conforme a natureza humana e não abandonamos as velhas práticas do pensamento deste mundo, onde perdura o egoísmo, a vontade própria, os desejos de um coração segundo a natureza terrena.

Precisamos compreender, e é urgente, que fomos salvos, reconciliados com Deus, inseridos em Seu reino, não para vivermos como outrora, mas agora, segundo a nova natureza de Deus. Ele nos concedeu da Sua vida, da Sua natureza, para O revelarmos neste mundo. Fomos removidos do império das trevas e transportados para o Seu reino para proclamar as Suas virtudes, para revelarmos como Ele é perante as pessoas. Temos que ter o entendimento que as nossas ações e os nossos atos neste mundo têm, em todo o tempo, que revelar e manifestar quem é o nosso Deus, pois somos Seus embaixadores, somos como cartas vivas, como o bom perfume de Cristo, revelando e manifestando a Sua fragrância entre os homens.

Paulo em Sua carta aos Romanos afirma que os que vivem segundo a carne, se inclinam para as coisas da carne e os que vivem segundo o espírito, se inclinam para as coisas espirituais. Por isso, temos a urgência de compreender as palavras de Jesus quando afirmou no jardim, como está em Marcos, no capítulo 14, verso 38:  “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Marcos 14:38, NVI).

Na realidade se não compreendermos as coisas espirituais e nem o que Deus realizou em nós, como: a capacitação recebida, que fomos feitos novas criaturas, que somos agora espirituais e que devemos viver como tal e que a nossa vida está em Deus, que andamos em Sua presença e que não podemos mais viver de forma contrária à natureza e que precisamos nos sujeitar, nos colocarmos sob a Sua vontade, então, viveremos na carne, fazendo as coisas da carne, desviando da vontade de Deus, como fez o povo de Israel, conforme podemos ler no livro de Oseias, no capítulo 11, verso 17, que diz: “O meu povo está decidido a desviar-se de mim. Embora sejam conclamados a servir ao Altíssimo, de modo algum o exaltam.” (Oseias 11:7, NVI).

Se compreendermos quem somos não nos resta outra alternativa que nos sujeitarmos a Deus, viver segundo a Sua vontade, em obediência, honrando e glorificando o Seu nome no nosso  dia a dia, através das coisas que fazemos e nos relacionamentos que desenvolvemos.

Que escolha vamos e queremos fazer? Viver na obediência a vontade da carne ou de Deus, nos sujeitarmos aos valores deste mundo, ou aos valores eternos? Compreendendo quem somos, a capacitação recebida, o poder e autoridade que recebemos por meio do Espírito Santo, não nos resta alternativa que não seja viver o reino de Deus neste mundo, em obediência ao querer do Pai, andando como Ele perante as pessoas, manifestando misericórdia, graça, compaixão e amor para com estas.

https://soundcloud.com/sdt_vigilato/sujeitar-a-deus-e-fazer-sua-vontade