Há uma necessidade de compreendermos a realidade a que estamos inseridos, bem como a existência de dois aspectos quanto a nós homens (ser humano). Primeiro que existe o homem natural e o espiritual e segundo, que o homem natural não entende das coisas espirituais, assim como o imaturo também não e que necessita crescer e amadurecer na sua fé.
Paulo escrevendo aos Coríntios, no capítulo 15, no verso 50, afirma: “Irmãos, eu declaro a vocês que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus nem o que é perecível pode herdar o imperecível.” (1 Coríntios 15:50, NVI).
Este é o aspecto importante que temos que entender. Muitas vezes queremos ou desejamos resolver o problema da nossa realidade humana e natural. A carne, ou seja, o pensamento humano, a natureza humana, não tem solução como não herdará o reino de Deus. Isto precisa estar claro para nós, tanto que a obra de Cristo na cruz foi para que houvesse a morte do natural. Na cruz fomos crucificados, mortos com Cristo, para que com ele sejamos ressuscitados em novidade de vida, isto é, na cruz recebemos uma nova natureza, a natureza de Deus.
Quando nascemos de novo, com Cristo, nascemos para uma novidade de vida, somos feitos seres espirituais, homem espiritual, recebemos da natureza e da vida de Deus, somos feitos novas criaturas, por isso, Paulo afirmou: “Os que são da terra são semelhantes ao homem terreno; os que são dos céus, ao homem celestial.” (1 Coríntios 15:48, NVI). E não só isso, mas antes desta afirmação, no verso 46, ele fala: “Não foi o espiritual que veio antes, mas o natural; depois dele, o espiritual. O primeiro homem era do pó da terra; o segundo homem, dos céus.” (1 Coríntios 15:46, NVI).
Não se trata somente da questão da origem, mas também, de natureza. O homem natural, com a sua rebelião, o rejeitar de Deus e o anseio para viver a sua individualidade, rejeitando o que Deus determinou, querendo ser senhor de si mesmo, o conduz à separação eterna do Criador. Tendo este entendimento, precisamos rejeitar tudo que procede de natureza humana e a concepção de querer salvar o corpo, pois fomos chamados para uma realidade espiritual e não natural.
Na volta do Senhor, receberemos um novo corpo, um corpo segundo a realidade espiritual a que fomos inseridos e não segundo a natureza humana e terrena. Precisamos, portanto, como prescrito, nos conduzirmos segundo esta nova realidade. Fomos inseridos no reino de Deus, nascemos de novo, para vivermos em novidade de vida. Recebemos o Espírito Santo, somos Sua morada. Ele nos capacita e nos conduz em toda a vontade de Deus. Derramou abundantemente da graça e do amor de Deus, também, derramou do poder e autoridade Dele para vivermos neste mundo da maneira que O agrada.
Conscientes desta realidade, devemos, rejeitar tudo que procede da natureza humana (negarmos a nós mesmos), santificar o nosso procedimento (isto é, vivermos segundo a natureza divina que recebemos), e assim na jornada de amadurecimento, crescimento espiritual, buscarmos a semelhança com o Senhor Jesus, sendo Seus imitadores, como filhos de Deus.
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