O amor na perspectiva de Deus

Nossa concepção de amor segundo o grau de sentimento é totalmente humano, tem origem na natureza humana e não está alinhado com o conceito de Deus que Paulo explicou aos irmãos de Corinto, como podemos ler em sua primeira carta, no capítulo treze, do verso 4 ao sete: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guardar rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra coma verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:4-7, NVI).

Quando não entendemos o amor de Deus nesta perspectiva, somos levados a concluir que estamos olhando o amor que não traduz a vontade de Deus. Temos que parar e rever sobre a nossa fonte de conhecimento e entendimento daquilo que traduz o Seu plano e propósito para as nossas vidas.

Temos que nos voltar para uma fonte segura, por isso, precisamos conhecer a palavra, precisamos conhecer a vontade de Deus por meio das Escrituras, pois é nela que encontramos sobre o poder de Deus que Ele derramou de forma abundante sobre a vida dos Seus filhos para que estes pudessem atuar no mundo como Ele, sendo Seus imitadores, revelando as Suas virtudes entre os homens. O Espírito derramou de forma abundante da graça e do amor de Deus sobre a nossa vida, Ele nos concedeu o poder para vivermos neste mundo como Ele perante as pessoas. Precisamos entender esta capacitação e o que significa viver segundo a perspectiva que Ele planejou para nós.

Sabemos por meio das Escrituras que Deus é amor, mas não estamos falando de sentimento, e sim, de ação que revela quem Ele é. Pois é através das nossas atitudes e o que Deus fez por nós que podemos compreender o significado de amor segundo a Sua perspectiva e assim, revelarmos este amor aos homens para que O conheçam.

Tendo nós rebelado contra a Sua vontade e Ele podendo nos aniquilar, resolve, sabendo que não tínhamos condição de nós, por nós mesmos, de nos reconciliarmos com Ele, provê o meio, a forma e faz isso Se oferecendo em nosso favor. Jesus, o enviado do Pai, se humilha, padece como o pior dos homens, mas não usa do poder que tinha para viver neste mundo, ao invés disto, Se esvazia de si mesmo, vem como servo, padece as maiores afrontas em nosso favor para nos reconciliar com Deus, para revelar a justiça de Deus. Em tudo o que fez não demonstrou inveja, orgulho, arrogância e muito menos egoísmo, foi paciente, bondoso, não procurou os Seus interesses, sofreu e padeceu em nosso lugar para que pudéssemos ser reconciliados com o Pai. E não achou que quem quer que fosse digno de morte ou que padecesse, mas todos eram dignos do perdão, inclusive o que foi crucificado ao Seu lado.

Na atitude de Jesus, que é a revelação do Deus invisível, encontramos o modelo de amor a praticarmos em favor das pessoas que não conhecem Deus. Nós, não na nossa individualidade, mas resultante de um compromisso pessoal, de nos submetermos a Deus e fazermos a Sua vontade, expressamos por meio da Igreja, o Corpo de Cristo, toda a vontade e as virtudes de Deus aos homens. Revelamos o Deus que afirmamos conhecer, quando nos nossos relacionamentos praticamos atos de amor, como Jesus, que revelam o verdadeiro Deus.  Agora, quando agimos segundo os valores da natureza humana, cheios de inveja, egoísmo, orgulho, arrogância, estamos somente mostrando o quanto somos carnais e não estamos caminhando rumo ao amadurecimento e a semelhança com Cristo, demonstrando que não estamos santificando o nosso procedimento para sermos expressão do Deus vivo e verdadeiro e consequentemente que não amamos segundo o Seu conceito.

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