Entendendo a justiça e o que agrada a Deus

Deus por meio do seu profeta Amós, dirige palavras duras à nação de Israel, isto no capítulo 5. Agora por que tais palavras? Precisamos compreender o que seja justiça, o que Deus deseja de nós para não sermos meros religiosos, mas filhos que revelam a Sua glória.

Acabamos, na maioria das vezes, restringindo a nossa vida religiosa às nossas reuniões de celebração que fazemos aos domingos. Celebramos, fazendo os nossos cânticos, orações e ouvimos palavras e não compreendemos que o reino de Deus é mais que isso, é muito mais e temos que nos atentar que Deus se alegra pelo “muito mais” e não por nossa religiosidade.

Em Amós, dirigindo ao povo, Deus, por intermédio do profeta, afirma: “Eu odeio e desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembleias solenes. Mesmo que vocês me tragam holocaustos e ofertas de cereal, isso não me agradará. Mesmo que me tragam as melhores ofertas de comunhão, não darei a menor atenção a elas. Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras. Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!” (Amós 5:21-24, NVI)

Qual é a prioridade de Deus diante do exposto pelo profeta? A prática da retidão, a justiça sendo realizada e não simplesmente e unicamente às festas solenes, como colocado. Entender a justiça de Deus é muito importante e compreendermos que temos que expressar esta justiça é fundamental.

Concebemos justiça como sendo o ato de punir alguém que seja culpado, mas a justiça de Deus não está neste aspecto, mas, no dividir, no repartir com quem não tem. Foi assim que Ele fez conosco. Estávamos mortos e separados Dele, mas na Sua misericórdia e graça, nos dá o Seu Filho, para que por meio da Sua morte na cruz, Ele nos salvasse. Temos que entender que foi na cruz que Deus cumpriu a Sua justiça em nosso favor. Estávamos mortos, separados Dele, e Ele provê o meio para nos reconciliar com Ele e nos fazer participantes da Sua vida.

No nosso dia a dia, além de nossas reuniões de celebração devemos viver em tudo como filhos de Deus, como pessoas que são irmãos que tem o propósito de revelar o Deus que afirmamos conhecer que está além dos nossos cânticos e nossas orações.

Por isso, antes de expressar o aborrecimento pelas festas solenes, Deus fala do que o povo deveria estar fazendo, como podemos ler, nos versos 11 e 12: “Vocês oprimem o pobre e forçam a entregar o trigo. … Pois eu sei quantas são as suas transgressões e quão grandes são os seus pecados. Vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais.” (Amós 5:11-12, NVI) e nos versos 14 e 15: “Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida. …. Odeiem o mal, amem o bem estabeleçam a justiça nos tribunais. ….” (Amós 5:14-15).

Precisamos entender que o reino de Deus ser revela pelas nossas obras, pela maneira como nos portamos e agimos diante daqueles que necessitam frente à nossa abundância. É na prática da justiça que agimos como Deus perante os homens e revelamos ao mundo obras que O glorificam, como Jesus falou que deveríamos fazer no sermão da montanha.

Não se trata de vivermos religiosidade, mas de expressarmos por meio das coisas que fazemos o Deus que afirmamos conhecer e isto, não nas reuniões de celebração, mas no nosso dia a dia, junto às pessoas com quem nos relacionamos. Precisamos amadurecer e compreender o reino de Deus que está entre nós.

https://soundcloud.com/sdt_vigilato/entendendo-a-justica-e-o-que-agrada-a-deus