Não se associar ao transgressor

Quando ouvimos a afirmação que não devemos nos associar ao transgressor, pensamos, como religiosos que somos, com relação a todos os que não estão na mesma “igreja” que nós, correto? Mas é sobre isso que Deus está falando?

Em Amós, no capítulo 2, versos 6 e 7, podemos ler: “Assim diz o Senhor: por três transgressões de Israel, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo. Vendem por prata o justo, e por um par de sandálias o pobre. Pisam a cabeça dos necessitados e pisam o pó da terra e negam justiça ao oprimido. Pai e filhos possuem a mesma mulher e assim profanam o meu santo nome.” (Amós 2:6-7, NVI)

Pensando que este tipo de pecado era antigo e que não se cometia no meio do povo, na carta aos Coríntios, podemos ler pecado semelhante, isto no capítulo 5, da primeira carta, verso 1: “Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não corre e nem entre os pagãos, a ponto de um de vocês possuir a mulher de seu pai.” (1 Coríntios 5:1, NVI) e então, Paulo continua na sua carta, dos versos 9 ao 10 : “Já disse por carta que vocês não devem associar-se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo nem aos avarentos, aos ladroes ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. Mas agora estou escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer.” (1 Coríntios 5:9-10, NVI)

Será que tais palavras precisam de esclarecimento? O que devemos fazer com o pecador que vive no mundo e com aquele que afirma conhecer Deus e vive na prática do pecado e se declara membro do corpo?

O pecado não deve fazer parte da nossa vida, não importa o tipo. Devemos, zelosamente, rejeitar, terminantemente, sabendo que fomos capacitados e habilitados para viver a vontade de Deus, porque recebemos poder e autoridade, não podemos permitir a prática permanente do pecado no corpo. E fazemos isso não associando com quem está na pratica do pecado e não o rejeita. Mas precisamos começar primeiramente, em nós, nas nossas vidas, para podermos, como Paulo escreve julgar, e com isso, não associar. A permissividade do pecado em nosso meio, na realidade, nos conduz a profanar o nome de Deus, e não testemunhando da vida e nem das Suas obras.

Sendo santos como é da vontade de Deus, vivendo uma vida de santidade, precisamos rejeitar terminantemente o pecado em nossa vida, pois se conhecemos o Senhor e proclamamos que O amamos, devemos como fala o profeta Elias, em 1 Reis 18, no verso 21: “Elias dirigiu-se ao povo e disse: até quando vocês vão oscilar para um lado e para outro? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no. O povo, porém, nada respondeu.” (1 Reis 18:21, NVI).

Se de fato amamos Deus, compreendemos a Sua vontade, desejo e propósito, não temos outra maneira de viver que não seja imitando-O em todas as Suas ações, praticando atos santos e que revelam quem Ele é ao mundo, no meio daqueles que precisam conhecer e se submeterem ao Deus que conhecemos.

Não podemos permitir o pecado em nossa vida e nem na vida da igreja, nos associando a pessoas que dizem amar a Deus e vivem na prática costumeira do pecado, mas não podemos deixar de levar a vida de igreja até aqueles que estão cegos e perdidos no mundo, precisando da luz para que possam se aproximar e conhecer a salvação concedida pelo Senhor.

Mas nisto tudo precisamos entender o que significa viver na prática do pecado e pecar, o primeiro implica em subordinação, ser dominado, já o segundo é inerente da natureza humana que estamos sujeitos, mas precisamos nos empenhar na santificação e no correr rumo à plenitude de Cristo para sermos semelhantes ao Senhor, e a rejeição do pecado tem que começar na nossa vida e não na do outro.

https://soundcloud.com/sdt_vigilato/nao-se-associar-ao-transgressor