Vivendo como espirituais e santuário de Deus

Dois aspectos importantes na vida daquele que reconhece a salvação provida por Deus através da Sua graça por  meio da fé em Cristo Jesus é que somos feitos novas criaturas, agora, seres espirituais e  o outro aspecto é que somos feitos morada de Deus, portanto, devemos viver de maneira digna Dele, como Lhe agrada. Não se trata de uma opção e sim, uma obrigação natural resultante de quem somos.

O não entendimento destes aspectos importantes nos conduz a uma vida alinhada com o pensamento do mundo, e embora sendo espirituais, continuamos a viver uma vida de quem ainda está no mundo e alinhados com o pensamento e procedimentos desta vida, andando como quem não conhece a Deus.

Paulo, na sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 3, verso 1, diz o seguinte: “Irmãos, não pude falar a vocês como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo.” (1 Coríntios 3:1, NVI) e  também, no verso 3, ele afirma: “… Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?” (1 Coríntios 3:3, NVI), já no verso 16, ele lembra àqueles irmãos quem eles são: “Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (1 Coríntios 3:16, NVI).

Diante destes fatos, como devemos viver? Qual deve ser o nosso procedimento?

Um aspecto importante é compreendermos que sendo espirituais, tendo sido feitos filhos de Deus, transportados para o Seu reino, não temos outra maneira de viver que não como filhos, imitando ao Pai, agindo como Ele. Não podemos viver como cidadãos que andam segundo a natureza humana, mas, devemos andar conforme a natureza divina que recebemos de Deus no novo nascimento.

Precisamos compreender que além de sermos seres espirituais, também, recebemos de Deus o Espírito Santo. Seu papel na nossa vida é nos capacitar, nos guiar na vontade do Senhor, ser aquele que nos ajuda na jornada. Ele nos lembra de todas as palavras do Senhor, é o Consolador. Também derrama abundantemente em nós do amor, da graça do Pai, como nos concede do poder e autoridade para vivermos neste mundo como Deus perante as pessoas.

Sendo quem somos, não temos outra alternativa a não ser viver da mesma maneira que Deus, pois somos os responsáveis por fazer Sua vontade, somos aqueles que O revelam aos homens. Fazemos isso por meio das nossas obras e ações. Temos que entender que sendo cartas vivas, quer dizer que somos a expressão do Senhor neste mundo. Por sermos isso, não podemos viver uma vida cheia de inveja, de egoísmo, de orgulho, de mentira, de engano, não podemos revelar os frutos da carne, mas, do Espírito, pois somos expressão de Deus.

Que haja em nós a compreensão da cruz, o entendimento de que se estamos em Cristo, se temos a salvação não é porque merecemos ou fizemos algo para alcançar, mas foi o resultado da sabedoria e graça de Deus que realizou tudo, vindo ao nosso encontro e nos oferecendo a reconciliação por causa da Sua graça.

Não existe motivo de vanglória, mas, a necessidade de tendo o entendimento, compreendendo a compaixão de Deus, com o discernimento da obra que Ele realizou em nós, da capacitação que recebemos por meio do Espírito Santo, nos oferecermos à Ele, colocarmos os nosso membros, o nosso corpo em favor do reino, santificando o procedimento, rejeitando tudo que seja obra segundo o pensamento deste mundo e nos voltarmos para a vontade do Pai, sujeitando-nos a ela, para que o Seu propósito se cumpra por meio de nossa vida através da comunhão da Igreja, o Corpo de Cristo.

Não existe revelação de Cristo, não existe forma de levar o conhecimento de Deus fora da igreja, fora da comunhão, no andar uns com os outros, no aprender a servir e a honrar uns aos outros. Temos que compreender que é por intermédio da Igreja que a sabedoria de Deus é conhecida e que as Suas virtudes são reveladas aos homens.

Fomos feitos filhos, capacitados e habilitados para vivermos neste mundo, por meio do poder e autoridade que recebemos do Espírito Santo, conforme é a vontade de Deus. Honramos a Deus e gloriamos o Seu nome, quando fazemos a Sua vontade, quando praticamos as obras de justiça que O revelam perante os homens. Por isso, precisamos entender e compreender que a reconciliação em nada depende de nós ou do  nosso esforço, mas, da sabedoria e graça de Deus revelada a nós sem qualquer merecimento ou esforço e assim, devemos agir com relação às pessoas: levando o nosso Deus, por meio de nossa vida, a todos, independente de quem são merecendo ou não. E fazemos isso, porque estamos em Cristo, somos membros do Seu corpo e o nosso propósito é revela-Lo ao mundo.

https://soundcloud.com/sdt_vigilato/vivendo-como-espirituais-e-santuario-de-deus