Quando discutimos e falamos com relação ao reino de Deus, normalmente o entendimento é na concepção de religião. Religião não tem nada a ver com o reino e nem com a vontade de Deus, muito menos com o Seu plano para os homens.
No mundo temos vários reinos, isto é, diferentes Estados, com um povo, território e sua soberania. O reino de Deus está relacionado à realidade espiritual. Não depende de nosso discernimento, mas do que Deus revela sobre ela. E Ele fala de Sua vontade, do Seu plano eterno estabelecido em Cristo Jesus. Fala também da revolta do homem, que tendo rejeitado os Seus desígnios nos sujeitamos ao mesmo padrão de rebeldia de Satanás.
O propósito de Jesus foi nos revelar este reino e nós tendo este entendimento, nos sujeitarmos à vontade de Deus. Ele veio para revelar Deus, revelar o Seu reino. Reino invisível que se revela por meio das pessoas que transcende a concepção de Estado como conhecemos e não se trata do aspecto de buscarmos a Deus (religião), mas Dele se revelar a nós.
Como fazemos parte deste reino? Crendo que Jesus é o enviado de Deus, designado por Ele, para nos resgatar para o Seu reino e Sua glória. Ele nos salva, nos reconcilia pela graça por meio da fé em Jesus Cristo.
A morte e ressurreição tem o propósito de nos resgatar para Deus, pois através do Seu sacrifício, de Sua morte em nosso lugar, reconhecendo que Ele morreu por nós, e ao nos submetermos a Ele, como o único e suficiente Salvador de nossa alma, recebemos o perdão dos nossos pecados (nossas atitudes egoístas, arrogantes, mentiras, hipocrisia e outras), por isso, ele determinou aos Seus discípulos que fossem por todo o mundo para falar deste reino, mas mais que falar, revelar este reino por meio de suas ações, como podemos ler em Marcos, no capítulo 16, verso 15: “E disse-lhes: Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:15, NVI)
Mas o reino, o caminho de justiça pelo qual temos que andar, não é mencionado somente no novo testamento, desde o antigo testamento, Deus fala sobre isso, por meio dos Seus profetas, como Oseias declarou, no capítulo 14 de seu livro, no verso 9: “Quem é sábio? Aquele que considerar essas coisas. Quem tem discernimento? Aquele que as compreender. Os caminhos do Senhor são justos; os justos andam neles, mas os rebeldes neles tropeçam.” (Oseias 14:9, NVI)
A questão de ser justo, não é uma condição que nasce em nós, mas recebemos de Deus, pois somos justificados e apresentados santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante Dele por meio do sangue de Cristo. Andar nos caminhos da justiça de Deus é sermos seus imitadores, é praticarmos as mesmas obras, é revelarmos o Deus que afirmamos conhecer por meio das nossas ações (obras). E precisamos entender que fomos capacitados e habilitados pelo Espírito Santo para vivermos neste mundo da maneira que agrada a Deus, realizando a Suas obras para que os homens vejam e O glorifiquem.
Quando nos submetemos a Deus não temos outra forma de andar que não seja pelos caminhos de justiça, fazendo obras que O glorificam e revelam ao mundo, somente assim o reino de Deus será conhecido, somente assim, os homens verão as nossas obras e glorificarão o Pai, pois elas O revelam.
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