Jesus conversando com um fariseu, no evangelho de Marcos, capítulo 12, do verso 29 ao 31, responde sobre os dois maiores mandamentos: “Respondeu Jesus: ‘O mais importante é este: “Ouça, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças”. O segundo é este: “Ame o seu próximo como a si mesmo. Não existe mandamento maior do que estes”’.” (Marcos 12:29-31, NVI).
Paulo, também, escreveu sobre isso, como já lemos, na carta aos Romanos, quando ele afirmou que o amor resume toda a lei e os profetas.
Mas o que de fato, para nós, significa amar? Sentimento? Não! O amor a Deus e o amor ao próximo não está relacionado a sentimento, a sentirmos bem e querermos fazer o bem ao outro. Amar, significa agirmos em favor dos outros, independente de quem quer que sejam, inclusive os nossos inimigos, como Jesus afirmou no evangelho de Lucas que diz: “Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam.” (Lucas 6:27-28, NVI).
Este conceito de amor, conforme Deus nos ensina é que precisamos aprender. Precisamos compreender, também, o aspecto do próximo, pois não se trata de quem é o nosso próximo, mas, de quem temos sido o próximo. A quem efetivamente temos ajudado, prestado serviço quanto aos valores, serviços do reino e manifestado as virtudes de Deus, tanto pessoalmente, como por meio da igreja?
Amar está relacionado a servir, a demonstrar compaixão, a querer repartir e compartilhar o que temos recebido (justiça de Deus), tanto espiritualmente como materialmente. Não se trata de voltarmos para nós mesmos para dentro de nós e nem para a busca de nossos interesses, não é a tentativa de nos preservar, mas, de nos oferecermos em favor dos outros para que conheçam e cresçam no conhecimento de Deus. Quando nos voltamos para nós mesmos, nossos interesses, não estamos vivendo o evangelho, na realidade, estamos nos apostatando do evangelho do Senhor Jesus.
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos está na ação de termos a nossa vida oferecida como um sacrifício vivo, como uma oferta agradável a Deus para sermos instrumentos da manifestação e do cumprir da Sua vontade entre os homens. Não se trata de sentimento, mas ação em favor de quem temos sido o próximo, inclusive aqueles que achamos que não são merecedores de compaixão e misericórdia.
Que compreendamos o que recebemos de Deus: a capacitação, o sermos revestidos de poder e autoridade para revelarmos o reino, para sermos como Ele perante os homens.
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