Servindo ao próprio apetite, servindo ao próprio ventre, isto é, cuidando dos próprios interesses, voltado para si mesmo, para seus desejos, suas vontades. São pessoas que usam das outras para alcançar os seus objetivos.
Paulo, em sua carta aos romanos, dá instrução clara acerca destas pessoas. Não é para andarmos com elas, mas, para nos afastarmos, pois põem obstáculos ao ensino que ele estava ministrando. Isto podemos ler no capítulo 16, da carta aos romanos, no verso 17, que diz: “Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês tem recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servido a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos.” (Romanos 16:17-18, NVI).
Compreendemos porque não podemos dar ouvido a essas pessoas? Por um simples motivo, quando alguém cuida dos próprios interesses, o que ela irá ensinar, o modelo que irá transmitir é o mesmo que ela tem como referência em sua vida. Isto é, conduzirá por ensinos que voltam para dentro de nós mesmos, para os nossos sonhos, nosso desejos, ensina-nos a preocuparmos conosco mesmo e não com os valores eternos do reino de Deus.
Como podemos observar sobre o ensino? Quando analisamos na perspectiva do que estamos fazendo com o que recebemos, como cuidamos das nossas finanças, pois se não vivemos uma vida que manifesta os valores do reino nestas coisas, estamos longe do propósito e querer de Deus. Nas várias instruções de Paulo o que vemos é uma atitude de repartir com quem não tinha e ensinava seus discípulos a fazer o mesmo.
Quando, como igreja, como assembleia, como grupo de pessoas que devem agir como membros uns dos outros portamos com egoísmo, pensando somente em nós mesmos, então estamos longe da vontade de Deus. A igreja existe com o propósito de ajudarmos uns aos outros, servir uns aos outros, conduzirmos uns aos outros ao crescimento e amadurecimento, mas principalmente, para revelarmos as virtudes de Deus e entre elas incluem a compaixão, misericórdia e graça. Revelamos que somos e estamos andando segundo o fundamento do evangelho, quando na nossa abundância, repartimos com quem precisa. Não estamos falando de dar esmolas, de ceder o que não nos serve mais, de repartir migalhas, mas de repartir o nosso excesso com quem está tendo falta. Estamos falando do ato de cuidar dos pobres e necessitados, não só os que fazem parte da igreja, mas de todos.
A igreja do Senhor tem como propósito, não fazer um grupo de iguais, semelhantes, mas deve ser um ambiente onde grandes e pequenos, ricos e pobres, letrados e ignorantes estejam juntos, partindo do mesmo pão, sendo iguais perante Deus, onde uns ajudam os outros, reconhecendo que comem do mesmo pão.
Por isso, não existe igreja onde perdura o egoísmo, onde ensina a cuidarmos de nós mesmos. Isto está longe do propósito e do querer de Deus, isto não é igreja em lugar algum.
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