Em Lucas, podemos ler o seguinte: ” Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” (Lucas 18:9-12, RA)
Devemos parar e refletir sobre estas palavras: temos feito o mesmo tipo de oração do fariseu? As motivações que nos movem são as mesmas? Achamos que somos justos e melhores que as pessoas que estão perdidas sem o entendimento e discernimento da realidade espiritual?
Temos que compreender que a salvação recebida não foi algo merecido, nem que fizemos pelo nosso esforço, mas dado gratuitamente por Deus e é por Sua graça que somos salvos e por meio da fé em Cristo Jesus. Não depende de nós, do nosso esforço e nem de nossa qualidade e muito menos de qualquer coisa que possamos fazer.
Não somos melhores que ninguém, continuamos a ser pecadores, cometemos pecado, podemos não viver no pecado, mas pecamos. Não estamos acima de ninguém, a diferença é que temos a consciência do sangue vertido que nos purifica e nos apresenta diante de Deus.
Cristo morreu para nos salvar, para que fôssemos reconciliados com Deus, e tendo sido reconciliados recebemos do Espírito Santo. Ele nos capacita para vivermos neste mundo da maneira que agrada a Deus. E este viver segundo o coração de Deus não está em acharmos que somos melhores, mas que compreendemos o nosso papel, que temos uma carreira rumo à santificação, a sermos semelhantes a Jesus, que vivemos na dependência de Deus, para revelarmos ao mundo as Suas virtudes.
Proclamamos as virtudes de Deus não por meio de palavras, mas sim no revelar de nossas ações que confirmam que conhecemos e andamos na dependência completa de Deus. Por isso, não podemos ter qualquer sentimento de orgulho e arrogância que possamos achar que somos “melhores” que os outros, muito ao contrário, por conhecermos a verdade, temos que viver de forma santa, sendo luz e sal, para que as pessoas possam conhecer Deus, ver a Sua luz e serem libertos dos seus pecados.
Que tenhamos o firme propósito, com base no poder do alto, vivermos neste mundo, fazendo a obra de Deus, revelando as Suas virtudes aos homens, sendo luz, sal, cumprindo o nosso papel de reconciliar os homens com Ele e não trazer condenação, ou mesmo, acharmos que somos melhores e estamos acima das pessoas, pois não foi este o exemplo que Jesus deixou.