O profeta Isaías, muitos anos antes da vinda do Messias, o Salvador, revelou estas palavras que Jesus confirmou durante o Seu ministério (cumprimento do Seu propósito neste mundo): “O Senhor Deus me deu o seu Espírito, pois ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres. Ele me enviou para animar os aflitos, para anunciar a libertação aos escravos e a liberdade para os que estão na prisão. Ele me enviou para anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo, …. Ele me enviou para consolar os que choram, para dar aos que choram em Sião uma coroa de alegria, em vez de tristeza, um perfume de felicidade, em vez de lágrimas, e roupas de festa, em vez de luto. Eles farão o que é direito; serão como árvores que o Senhor plantou para mostrar a todos a sua glória. Eles reconstruirão casas que haviam caído e cidades que tinham sido arrasadas e que há muitos anos estavam em ruínas.” (Isaías 61:1-4, NTLH), e logo após o nascimento de Jesus, quando estavam cumprindo os rituais determinados pela Lei, no evangelho de Lucas aconteceu o seguinte: “Em Jerusalém morava um homem chamado Simeão. Ele era bom e piedoso e esperava a salvação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele, e o próprio Espírito lhe tinha prometido que, antes de morrer, ele iria ver o Messias enviado pelo Senhor. Guiado pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o menino Jesus ao Templo para fazer o que a Lei manda, Simeão pegou o menino no colo e louvou a Deus. Ele disse: — Agora, Senhor, cumpriste a promessa que fizeste e já podes deixar este teu servo partir em paz. Pois eu já vi com os meus próprios olhos a tua salvação, que preparaste na presença de todos os povos: uma luz para mostrar o teu caminho a todos os que não são judeus e para dar glória ao teu povo de Israel.” (Lucas 2:25-32, NTLH).
O que podemos observar nestas palavras? A promessa de salvação, de reconciliação, de vida eterna. E uma libertação não só para o povo judeu, mas para todos os povos, em todos os cantos do mundo. Deus tinha feita a promessa a Abraão que por meio dele abençoaria todas as famílias da terra e não somente aos seus descendentes. E o cumprimento da promessa de Deus a ele se dá em Cristo Jesus, por meio da Sua obra, do mostrar e revelar os valores do reino de Deus aos homens, se oferece como oferta única e exclusiva para a remissão do pecado, para trazer a libertação, para restaurar a vista de todos os homens.
Jesus veio com o intuíto de trazer vida aos homens, levá-los à presença de Deus, restaurar e vivificar o espírito do homem. Restabelecer a comunhão do homem com Deus. Precisamos entender que o nosso Deus não quer culto, não é o Seu desejo que o cultuemos somente, mas que tenhamos comunhão, que andemos segundo os Seus valores, que transmitamos aos homens os valores do reino de Deus, proclamando como Cristo o fez a libertação, o restaurar da vida, o trazer a realidade espiritual para o meio dos homens através dos valores do reino de Deus.
Jesus disse que era chegado o reino de Deus entre os homens, e também afirmou que este reino não viria em visível aparência, mas que estaria em nós. Temos que entender que a responsabilidade de revelar, de fazer cumprida as promessas de Deus neste mundo se dá por meio da universal assembléia dos santos, daqueles que receberam o poder de serem feitos filhos de Deus quando compreenderam a salvação, a reconciliação de Deus que nos é oferecida por meio da fé em Jesus Cristo, pela graça de Deus. Salvação que nos faz filhos, que nos reconcilia com o Criador, que nos permite estar em Sua presença e gozar da Sua vida, da vida eterna, não para que a retenhamos, mas vivendo no nosso dia a dia, os valores do reino de Deus, cumpramos o nosso ministério, que é responsabilidade do corpo de Cristo, do qual fazemos parte como membros, diante do compromisso pessoal de servir a Deus e fazer a Sua vontade cumprida neste mundo, como oramos no Pai nosso.
A promessa de salvação é para todos que recebem o Filho de Deus, como único e suficiente Salvador e Senhor e nos submetemos a Ele para fazer a vontade do Pai cumprida neste mundo. Não se trata de religiosidade, mas de viver neste mundo conforme a justiça de Deus entre os homens, fazendo ser cumprida a lei do amor, a manifestação da graça e o repartir e ajudar uns aos outros.