Como precisamos nos lembrar deste fato muito importante que somos filhos como Isaque, filhos da promessa, não se trata de carne e sangue, nem da nossa vontade, não se trata de nosso esforço para sermos agradáveis, para sermos merecedores, mas unicamente, da graça de nosso Deus que nos faz Seus filhos, como Paulo escreveu aos Gálatas: “Meus irmãos, vocês são como Isaque; são filhos de Deus por causa da promessa divina.” (Gálatas 4:28, NTLH).
E como filhos de Deus, temos um propósito neste mundo, temos uma razão de viver, uma maneira de andar e de viver entre os homens.
Ele nos tirou das trevas e nos transportou para o Seu reino para sermos a semelhança de Seu filho Jesus. Por isso, precisamos compreender que na Sua obra salvadora, na reconciliação, nos concedeu do Seu Espírito que derramou abundantemente da graça divina e nos deu poder, habilitando-nos para vivermos neste mundo da maneira que O agrada.
Tendo recebido da Sua vida e tendo sido justificados por causa da obra de Jesus na cruz, Seu sangue derramado, que nos purifica, nos santifica e nos torna inculpáveis e nos permite entrarmos e sermos aceitos na presença do Pai, devemos viver neste mundo revelando os filhos que somos. Por isso tendo entendimento da reconciliação com o Criador, da salvação de nossa alma, devemos externalizar, materializar toda a realidade espiritual que em nós foi realizada.
Como externalizamos? Como materializamos a realidade espiritual? Como revelarmos ao mundo que somos filhos de Deus? Este é o processo de santificação. É através da santificação que revelamos ao mundo que somos Seus filhos, pois quando santificamos os nossos atos, materializamos toda a realidade espiritual a que fomos inseridos, manifestamos ao mundo as obras de Deus, a realidade do Seu reino aos homens. É através do compromisso individual com o Pai de fazer a Sua vontade cumprida que revelaremos por meio da comunhão, da unidade do corpo, da igreja de Cristo, que manifestaremos ao mundo toda a realidade espiritual do reino de Deus. Não estamos falando de liturgias, de cânticos, de louvores, de culto. Não estamos falando de procedimentos, doutrinas que imponham regras, mas, de expressão do compromisso individual por meio do corpo, de expressar todas as virtudes do reino de Deus.
Por isso, temos que entender que neste processo de amadurecimento para que esta realidade espiritual seja concretizada por meio de nossos membros, passamos pelas tribulações, lutas, sofrimentos, como Jeremias, falou ao povo de Israel, assim precisamos ter consciência da tribulação, como um processo de disciplina, de expressão do amor de Deus que nos conduz ao aperfeiçoamento: “O Senhor não rejeita ninguém para sempre. Ele pode fazer a gente sofrer, mas também tem compaixão porque o seu amor é imenso. Não é com prazer que ele nos causa sofrimento ou dor.” (Lamentações 3:31-33, NTLH).
Quando falamos de correr a carreira proposta, de caminhar rumo ao nosso destino, de fazermos discípulos neste mundo, estamos falando da jornada de aperfeiçoamento dos santos, e somos submetidos a este processo, porque recebemos poder do alto que nos capacita e nos habilita para rejeitarmos as paixões e pensamentos deste mundo para revelarmos por meio de nossas obras o Senhor Jesus.