Preservar a vida

Jesus conversando com os fariseus (religiosos de sua época), disse: “Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. ” (Lucas 16:15, BEARA),  por isso, Jesus afirmou: “Quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará.” (Lc 17:33).

Esta questão é simples quando olhamos sob este prisma. Negar ou preservar a vida? Nos justificar ou deixar que Deus nos justifique? Confiar em nós para nos defendermos ou deixar que tudo se realize e cumpra através da justiça de Deus.

Andar com o Senhor, ser Seu discípulo implica de fato em nossa vida, o desmontar, derrubar tudo que foi feito, tudo que aprendemos, tudo que compreendemos ser certo, correto e justo. E fazemos isto, quando negamos a nós mesmos em favor dos valores e virtudes de Deus.

Negar a nós mesmos está relacionado em analisarmos a nossa motivação e os nossos desejos. Existe algum sentimento ou desejo de preservar a nós mesmos e não nos expormos? Estamos magoados? Ficamos com o nosso orgulho ferido? A nossa decisão e ação está baseada no nosso egoísmo? No buscar o atendimento de nossa necessidade primeiramente? Demonstramos orgulho no que fazemos? Queremos ser honrados e glorificado pelas pessoas? Queremos e buscamos a proeminência entre os outros? Queremos ser os primeiros a serem servidos? Estamos buscando o nosso bem estar, riqueza para usufruto nosso? O que temos não temos repartido porque ficaremos sem a viagem dos sonhos, sem casa ou o carro desejado?

Estamos compreendendo o que seja preservar a nós mesmos? Buscar o nosso interesse? Não revelarmos e nem demonstrarmos amor nos nossos relacionamentos?

Agora, por outro lado, quais são os valores elevados de Deus? O que Ele deseja nos ensinar? Quando compreendemos que Jesus é  o caminho, a verdade e a vida que nos conduz ao Pai, e que fora dele não existe a salvação de nossa alma, que Ele é o único Salvador e reconciliador dos homens com Deus, como devemos nos portar e agir neste mundo? Qual o nosso papel?

Precisamos compreender primeiramente que para ser discípulo de Jesus, precisamos negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguí-lo. Negar implica em rejeitar tudo que aprendemos e entendemos ser os valores que norteiam  a nossa vida (como mencionado anteriormente). Tomar a cruz, temos que entender como instrumento de morte que carregamos conosco o tempo todo, que nos faz lembrar a obra de Jesus em nosso favor e que é por este instrumento que encontramos a verdadeira vida que está em Cristo. Precisamos morrer para nós mesmos e que através da cruz fomos libertos do poder do pecado que nos dominava e nos levava a viver segundo a natureza humana. Sendo discípulo, temos que compreender que é na jornada que nos resta neste mundo que vamos imitar a Jesus Cristo, ser semelhante a Ele, pois foi para isso que Deus nos reconciliou, para que por meio da morte e cruz e aprendendo com Cristo, revelemos neste mundo a Sua vida, justiça, valores e virtudes entre os homens. Nesta jornada de amadurecimento, crescimento e aprendizagem de dependência de Deus que revelaremos a verdadeira vida, o Deus que conhecemos e faremos, por meio da igreja, que a vontade do Pai se cumpra neste mundo como é feita no reino de Deus.

Os valores de Deus estão relacionados a: buscar o interesse dos outros no que for bom para edificação, crescimento e amadurecimento. Revelarmos amor, agindo como o Senhor, priorizando a reconciliação, salvação e o amadurecimento, independente do que sentimos ou do que o outro possa fazer a nós ou por nós. Demonstrarmos compaixão e amor para com todos, inclusive para com os nossos inimigos e para quem nos prejudica. Esvaziarmos de nós mesmos, como Jesus fez, e nos oferecer para que as virtudes de Deus se realizem através de nós. Demonstrarmos compaixão, misericórdia, graça para com todos os homens. Revelarmos a paciências, mansidão, longanimidade diante das pessoas, revelando a quem conhecemos e o quanto confiamos no Criador para realizar a  obra na vida delas.

Precisamos compreender que se preservarmos a nossa vida, estamos caminhando para a morte, mas quando negamos a nós mesmos, quando morremos para nós, quando rejeitamos os valores humanos que são abominação para Deus, então, estamos caminhando rumo ao nosso destino, rumo à vontade de Deus, rumo a sermos semelhantes ao Senhor e ao Seu propósito. Estamos de fato santificando o nosso procedimento e consolidando (confirmando a nossa salvação e o senhorio de Cristo em nossa vida).

Preservarmos a nossa vida, implica, mesmo com nossa religiosidade, que estamos negando a Deus, Sua graça, rejeitando os valores e a vida eterna do Criador, em favor dos prazeres e valores deste mundo, não importa o quanto somos religiosos. Precisamos despertar e julgar a nós mesmos no que temos feito e como temos nos posicionado diante de Deus e dos homens.

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