Continuamos sem entendimento…

Tudo que diz respeito à vida que agrada a Deus nos doi dado milagrosamente quando tivemos permissão de conhecer pessoal e intimamente aquele que nos chamou para Deus – a melhor convocação que já receberam! Também recebemos promessas extraordinárias e transmitimos a vocês: sua participação na vida de Deus depois de terem voltado as costas para um mundo corrompido pela cobiça.

Portanto, não percam tempo em edificar sobre o que receberam, preenchendo a base da fé com bom caráter, entendimento espiritual, disciplina vigilante, paciência entusiasmada, admiração reverente, amizade calorosa e amor generoso, cada dimensão interagindo com as demais. Com essas qualidades ativas e aperfeiçoadas em sua vida, a grama não vai crescer debaixo dos seus pés, nem um dia passará sem sua recompensa enquanto vocês amadurecem na experiência com o Senhor Jesus. Sem essas qualidades vocês não poderão distinguir o que é certo e esquecerão que sua antiga vida pecaminosa foi totalmente cancelada.

Então, amigos, confirmem o chamado de Deus a vocês, que foi escolha dele. Não abram mão disso. Façam isso agora, e terão vida sobre um terreno firme, com ruas pavimentadas e o caminho aberto até o Reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Ped 1:3-11 – A mensagem)

 Precisamos compreender o fundamento de uma vida que agrada a Deus. Fomos feitos, no novo nascimento a imagem e semelhança com o Criador. Temos a vida e a natureza de Deus, não podemos continuar a viver no mundo e a priorizar os valores transitórios, perentes deste reino.

Não podemos continuar a priorizar a aparência em detrimento da imagem, da identidade que recebemos; não podemos priorizar o temporário, o perene, o transitório em detrimento do eterno e concreto; não podemos priorizar o resultado em detrimento do processo; não podemos priorizar os benefícios de um relacionamento em detrimento do relacionamento; da amizadade, do crescimento e amadurecimento. Não podemos dar foco nos valores deste mundo, que são abstrados e transitório,  em detrimento do eterno e concreto. Não fomos chamados para usar a vida dos outros em nosso benefício e interesse, e satisfação de nossa cobiça; fomos chamados para servir, para usar a nossa vida em favor dos outros, para sermos instrumentos para edificação e fortalecimento dos outros.

Até quando continuaremos a encarar o sermão da montanha como uma utopia e não uma realidade concreta para quem é cidadão do reino de Deus? Até quando não compreenderemos o que signfica “tomar a cruz, negar a si mesmo, e seguir a Cristo”? Até quando teremos o nosso coração preso ao valores transitórios deste mundo em detrimento do eterno?

É importante parar, pensar, refletir sobre quem somos; porque estamos e continuamos neste mundo; qual o propósito de vida que Deus tem para nós que conhecemos e experimentamos da verdade. O reino de Deus é para ser vivido hoje, experimentado hoje. Precisamos entender que somos cidadãos do reino, somos nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, sacerdócio real, embaixadores de Cristo, vasos para a honra, cartas vivas de Cristo, o Seu bom perfume. Não somos vasos para desonra, e nem estamos aqui para ser expressão de desonra ao nome de Deus. E tudo isto reside no entendimento de quem somos. Cidadãos do reino ou não. Se somos cidadãos do reino, cristão; não temos opção, não temos escolhas; temos que viver o evangelho, expressar a vida de Deus e andar segundo os valores eternos do Criador; e não continuar a viver uma vida religiosa e cheia de hipocrisia e valores perenes, que levam a morte.