Administrador incompetente e infiel

Desde o princípio Deus estabeleceu a responsabilidade ao homem de administrar a terra, e Jesus, designou aos seus discípulos a mesma responsabilidade quanto a expansão, manifestação do reino de Deus neste mundo. Ele atribuiu a nós a função de administradores das coisas do reino neste mundo. E com tal papel temos o peso de uma responsabilidade que muitas vezes não entendemos ou negligenciamos. A outra coisa que precisamos compreender que este papel não é de alguns; mas de todos aqueles que são seguidores de Jesus. Quando mais amadurecemos, quando mais compromissados com o reino, maior a responsabilidade, maior o peso quanto aos interesses de nosso Deus para o mundo.

Há duas parábolas que falam de administrar, de gerir. Uma parabola relacionada a gerar lucro e a outra a desperdiçar o que o senhor colocou nas mãos do servo para cuidar, que dizem: “Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu volte.” (Lucas 19:13) “Quando ele voltou, depois de haver tomado posse do reino, mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber que negócio cada um teria conseguido. Compareceu o primeiro e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez. Respondeu-lhe o senhor: Muito bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades. Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco. A este disse: Terás autoridade sobre cinco cidades. Veio, então, outro, dizendo: Eis aqui, senhor, a tua mina, que eu guardei embrulhada num lenço. Pois tive medo de ti, que és homem rigoroso; tiras o que não puseste e ceifas o que não semeaste. Respondeu-lhe: Servo mau, por tua própria boca te condenarei. Sabias que eu sou homem rigoroso, que tiro o que não pus e ceifo o que não semeei;” (Lucas 19:15-22).

A outra:  “Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens. Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela.” (Lucas 16:1-2).

Como administradores das coisas do reino neste mundo; o que tem sido colocado em nossas mãos? Como temos usado os recursos e talentos que nos são disponibilizados? De que maneira usamos? Em benefício do reino ou para atender os interesses pessoais? E as oportunidades que Deus tem nos concedido, o que temos feito com as mesmas?

Deus nos concede dons e qualificações; mas o que temos feito com isso? Sobre dois aspectos devemos avaliar: primeiro como temos usado, e segundo temos usado? Ou temos sido negligentes e desprezado os dons recebidos? Temos feito tudo com zelo? Ou temos sido desmazelados, tratando as coisas de Deus mais ou menos? Compromissos que assumimos, levamos a cabo, ou não temos dado valor a palavra empenhada com as pessoas?

Podemos avaliar sobre vários ângulos esta questão. Para refletirmos de maneira prática, podemos dizer com relação a alguns assuntos; recursos financeiros: temos usado para o alcance de nossos objetivos pessoais ou do reino? Temos a sensação que somos o dono da riqueza gerada, ou que somos simplesmente administradores? Como temos gastos? Na expansão do reino, no investir em pessoas, ou na busca do atendimento de conforto e necessidades pessoais ou do grupo que nos cerca? Entendemos o que é uma administrador fiel que gasta de forma adequada os recursos, daqueles que fazem mal uso? Temos usado para a multiplicação do reino, temos ensinado as pessoas que vemos habilidade a fazerem a mesma coisa, ou por medo e egoísmo, não somos capazes de ensiná-las a administrar com eficiência os recursos financeiros que Deus coloca em nossas mãos?

E com relação a talentos e dons, por exemplo:  música, canto, para o ensino, serviço e tantos outros. Como temos usado? Temos usado? Ou temos desprezado e não temos investido no aperfeiçoamente do que temos recebido para ser usado para a glória de Deus?

O que temos feito do nosso tempo? Como temos gasto? No que temos gasto o nosso tempo? É para a edificação das pessoas? Ou para o proveito pessoal, lazer e descanso, e estamos sempre com preguiça de fazer algo para o reino? Ficamos a ver novela, filmes, mas não temos tempo para visitar, ajudar outras pessoas? Ensinamos outras pessoas a fazerem o que fazemos ou a fazer o que não devíamos fazer?

Como se distribui o nosso tempo nas atividades que realizamos? Já medimos? Quanto tempo para o estudo? Leitura? Oração? Tempo com as pessoas? Comparado com tempo que gastamos em outras atividades? E estas outras atividades, na forma como conduzimos, trás frutos para o reino de Deus?

Se usamos os nossos dons, tanto para música, como para o ensino, evangelização, temos buscado o aperfeiçoamento, fazemos com discíplina, ou com displicência? Fazemos com compromisso ou não? Fazemos para as pessoas ou para Deus? Fazemos como para servir as pessoas e atender os seus desejo, ou fazemos porque foi uma atribuição que o Senhor Jesus nos encarregou?

Administrar com incompetência é pegar o talento que Deus nos concedeu e guardar para nós mesmos, e fazer mais ou menos, e fazer sem qualquer compromisso com o reino e com a vontade de Deus. O que temos nós sido? Temos usado para o nosso prazer e deleite pessoal ou para o crescimento e amadurecimento das pessoas no reino de Deus?

Até quando não entenderemos a nossa responsabilidade? Até quando não compreenderemos o nosso papel perante os homens e perante o reino de Deus? Até quando continuaremos a buscar os nossos interesses pessoais em detrimento dos valores de desejo daquele que é o Senhor da obra?

Até quando continuaremos a ser administradores infiéis, perdulários, descompromissados, irresponsáveis para com o reino? Não queiramos o muito, se nem no pouco somos fiéis. Sejamos fiéis no pouco que Deus nos comissionará para o muito. Talvez não segundo o que pensamos ou desejamos; mas precisamos ser fieis, compromissados e eficientes administradores do que Deus tem colocado em nossas mãos para atender a necessidade do reino. Precisamos compreender que ele sabe o que faz e deseja que amadureçamos e sejamos fieis administradores dos talentos e recursos colocados em nossas mãos.