O que precisamos compreender que a maior expressão de libertação, de ser livre, está no fato de termos o entendimento, a compreensão da verdadeira libertade que Deus nos concede.
O nosso conceito de ser livre, vinculado ao aspecto de poder fazer o que desejar, não está errado, está correto; mas como filhos, somos livres ao ponto de podermos escolher o que é melhor, o que é correto, o que edifica.
Quando, conhecemos e compreendemos a misericórdia de Deus, a sua graça revelada, a justificação concedida por meio de Jesus Cristo; então nos entregamos a ele, nossas vidas, tudo que somos, arrependidos de vivermos fora do seu propósito. Víviamos até então uma vida de rebeldia, andando segundo o nosso entendimento e fora do plano e propósito de Deus. Ao entregarmos nossas vidas a Cristo, morrendo com ele na cruz, e ressucitando com ele, então experimentamos a libertação, a libertação do domínio que o pecado tem sobre as vidas dos homens.
Ao sermos livres, passamos a ter e a ver segundo o propósito de Deus. Devemos e temos que compreender que temos a liberdade de escolher e temos a consciência que podemos fazer tudo que pensamos; mas sabemos que nem tudo edifica, nem tudo é bom (este é o processo de amadurecimento, santificação). Como não é bom, não fazemos. Não fazemos, porque morremos para a natureza humana, para a nossa vontade, para andarmos segundo a natureza de Deus.
Por isso quando Jesus afirmou: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” (Mateus 16:24-26).
Encontrar a verdadeira vida, a verdadeira libertação está no fato de negarmos tudo que procede da natureza humana, pois só assim, apropriaremos e viveremos segundo a vida de Deus. Não tem outro jeito, e ao conhecermos, experimentarmos a vida de Deus, viveremos a verdadeira liberdade que Deus tem e deseja a todos os seus filhos.
Fazermos o que quisermos, como desejarmos já não é importante, o que vale a pena é fazer o que é bom, justo, revela a vida de Deus e edifica a igreja, pois quem é livre compreende que não vive para si mesmo, mas para Deus, como instrumento para edificação do corpo. Tudo que procede da natureza humana, como: egoísmo, arrogância, inveja, cobiça, avareza, hipocrisia, manipulação de pessoas, uso de subterfúgios, artimanhas já não importam e não tem valor para o reino de Deus. Somos capazes de abrir mão de tudo isso, pois o que importa não somos nós, nossos interesses; mas sim, os interesses do reino.
Ao agirmos assim, ao darmos um testemunho de vida condizente com isso, estaremos ensinando as pessoas a como viver, e ao fazermos isso, estamos ensinando os discípulos a serem imitadores de Deus, como filhos amados. Não existe outra condição para experimentarmos a verdadeira liberdade que não seja abrindo mão de nós mesmos, ou seja, negando a nossa natureza diante dos fatos e relacionamentos de nossa vida.
Quem nos justifica é Deus. Quem cuida de nós é Deus. O nossos provedor é Deus. Quem nos dá a vida é Deus, por isso não temos razão para viver de forma diferente do que Ele deseja para nós, como seus imitadores. Somos filhos, e por sermos filhos, devemos imitá-lo em todas as nossas ações, para sua glória.