Vão e façam discípulos: Consciência da libertação

Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32, BEARA).

Quando podemos fazer discípulo? Quando temos consciência da libertação e andamos segundo a liberdade que recebemos em Cristo Jesus. A pior coisa que pode existir é querer falar de liberdade, falar de libertação quando nós mesmos somos escravos de nossas mazelas, nossas fobias, nossos sonhos. Quando andamos segundo o conhecimento do mundo, segundo os valores dos homens sem experimentar o melhor que Deus fez e tem para nós.

Em Cristo Jesus temos e recebemos a libertação; mas vivemos segundo esta liberdade que Cristo nos concedeu na cruz? Fomos libertos do poder e do domínio do pecado, mas andamos como escravos destes pecados? Como vivemos quanto a avareza, egoísmo, ofensas, mágoas, grosserias que recebemos e praticamos. Atitude de ira, revolta, hipocrisia, mentira que ainda praticamos. Se continuarmos a viver como vivíamos, se não temos crescido, amadurecido espiritualmente, se não nos temos tornado mais maduros é porque, embora, livres, ainda mantemos uma consciência de escravidão. Enquanto vivermos desta maneira, ou seja, com as nossas mentes no mundo de forma alguma seremos capazes de ensinar as pessoas a viverem o reino de Deus.

Fazer discípulo implica em não só ter a consciência, a fé, na libertação recebida por meio de Jesus Cristo, mas, também, e principalmente, andarmos segundo o modelo de liberdade que temos em Cristo. A liberdade trás sobre nós e para nós uma responsabilidade muito maior que podemos imaginar.

Pesa sobre todo filho de Deus, que amadurecem, que crescem espiritualmente, não só a responsabilidade da escolha para andar segundo o modelo que temos em Cristo Jesus, que expressa a verdadeira libertação recebida, como a responsabilidade de sermos imitadores, expressão da graça de Deus e modelo para todo aquele que precisa crescer e amadurecer.

Avaliarmos as nossas vidas, o nosso modelo, a expressão do Senhor que somos é fundamental para compreendermos onde estamos e o quanto precisamos amadurecer, para expressarmos a liberdade recebida, e ser, também, modelo para todo aquele que deseja seguir a Jesus. Como mestre, como formadores de pessoas, como cartas vivas, como modelo para outros; pesa sobre nós a responsabilidade de revelarmos em todos os nossos atos a vida de Deus.