Por que temos que ir? Por que é uma ordenança de nosso Senhor Jesus Cristo? Sim, talvez esta deveria ser a resposta mais correta para tal determinação. Mas no fundo, fazemos? Como nos sentimos? Fazemos por constrangimento?
Este é o ponto que o nosso Deus deseja que aprendamos. Não é uma questão de obediência porque foi determinado; mas é uma questão de obedecer, porque vivemos, pelo que somos, por causa da nossa natureza, natureza que recebemos de Deus.
Devemos ir e fazer discípulos, na visão de trazer as pessoas para a “nossa igreja”? para o que cremos? Não. Não estamos aqui para fazer prosélitos, para converter pessoas a nossa religião. Isto que precisamos entender. Não é uma questão de religião, é uma questão do que somos, quem somos, não é número.
Enquanto não compreendermos quem somos de forma alguma faremos e viveremos conforme precisamos. Se não entendermos faremos as coisas não por uma questão de compreender o nosso papel, responsabilidade, compromisso perante Deus; mas sim, porque as pessoas mandam, porque estamos acostumados a receber ordem e obedecemos porque determinam (“alguém”) que precisamos fazer. Mas não fazemos pelo que somos.
Isto tem que ficar claro para nós. Precisamos entender que a questão do ir, não é uma questão de quem manda, mas de quem somos. E fazemos porque compreendemos quem somos. Este é o aspecto fundamental da liberdade para a qual Cristo nos chamou e nos concedeu. Esta envolve justamente compreendermos o que devemos fazer resultante da natureza que temos.
Deus, no novo nascimento, por meio de Cristo Jesus, nos fez filhos, herdeiros do seu reino, participamos da sua glória, fomos feitos Seus embaixadores, somos reconciliadores dos homens com Ele, somos a carta viva, somos o bom perfume de Cristo, fomos feito nação santa, povo de Sua propriedade exclusiva. Isto foi feito não por merecimento, não porque somos bons, mas devido misericórdia de Deus, Sua graça, que nos concede tudo isso, resultante da nossa submissão a Cristo, reconhecendo nele a nossa justificação, o perdão de nossos pecados.
Por termos sido transformados em herdeiros, em filhos, em embaixadores, reconciliadores e principalmente por termos recebido da vida de Deus, da sua graça, misericórida, não nos resta outra condição que não seja viver segundo esta natureza. Passamos a fazer porque Deus nos capacitou, porque recebemos Dele, porque temos a Sua vida. E por termos, queremos que todos tenham. Não é o nosso propósito fazer pessoas como nós, mas fazer pessoa que imitam a Deus como nós imitamos. Ir, fazer discípulo é uma questão de compreender a graça recebida e desejar, por um ato de misericórdia e graça, que as pessoas recebam, partilhem do que temos recebido de Deus. É dar o que recebemos de graça. É distribuir vida que recebemos. Fazemos isso, por uma questão de natureza, por uma questão do que Deus fez em nossas vidas, por nos ter transformados.
Vamos, e temos que ir a todos os lugares. E em todos os lugares que formos temos que levar a vida de Deus, partilhar, distribuir, imitar a Deus, revelar a sua misericórdia, sua graça e o seu amor a todos as pessoas. Fazemos isso não por constrangimento, mas por amor, amor expresso em atitude, em querer que a vida de Deus alcance todos os corações. A nossa motivação deve ser resultante do que somos, do que Ele fez por nós e em nós; não por uma questão de religião.
Distribuir a vida de Deus entre os homens é a razão, a motivação que deve nos mover na obediência do que Jesus determinou, tudo como expressão de amor: amor a Deus, as vidas e ao nosso Senhor Jesus.