“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” (Salmos 90:12).
Temos o calendário que nos ensina a contar os nossos anos de vida, mas temos contado esses anos com sabedoria? Como temos dispendido o nosso tempo? Que sonhos temos perseguido?
Temos partido na busca de acumular, de pensar só em nós, em nossos sonhos, atender as nossas necessidades sem considerar o quanto isto pesa sobre a vida dos outros? Como temos tratado as riquezas e oportunidades que Deus tem colocado e disponibilizadas a nós? Tratamos com avareza ou desprezo e não administramos com zelo?
Jesus afirmou o seguinte em uma de suas estórias: “Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus. ” (Lucas 12:15-21, BEARA)
Por isso, um novo ano que começa é momento de repensarmos nossas atitudes. É momento de meditarmos onde temos colocado os nossos esforços, e como temos traduzido as nossas motivações em atos. Temos sido avarentos ao ponto de não repartimos e ajudarmos quem necessita? Temos ajudado com o que sobra? Temos agido de fato com avareza, ou temos sido negligentes com o que Deus tem colocado em nossas mãos? Como temos administrado? Como temos gasto os nossos recurso? O nosso tempo?
É momento de fazer um balanço, é momento de refletir. Sentar e avaliar o que de útil e inútil temos feito. Gastamos o nosso tempo com futilidades? Nos preocupamos com a beleza exterior? Gastamos o recurso somente em nós mesmos e não somos capazes de dividir, repartir com quem necessita, e achamos que dar “esmolas” é suficiente? E quando fazemos, fazemos com “dor” de ter que dar. Onde está o nosso coração?
Ou temos tratado como “lixo” as pérolas que Deus nos disponibiliza? Nos concede oportunidades, seja de trabalho, de formação, de estudo e lançamos tudo fora como se fosse algo sem valor? Será que o que Deus permitiu é para ser jogado fora?
Os recursos, as oportunidades, o que nos é colocado em nossas mãos não é para ser tratado com leviandade, como algo sem valor. Deus não permite as coisas para serem desperdiçadas, e nem coloca e permite a riqueza, oportunidades em nossas vidas, para gastarmos conosco.
Precisamos entender o que seja manter o coração nas coisas do alto e o que seja administrar de forma eficiente as coisas temporárias que ele coloca em nossas mãos, como Jesus falou: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. ” (Mateus 6:19-21).
Contar os dias para alcançarmos corações sábios é pararmos, refletirmos sobre o que Deus tem nos concedido, o que temos feito, quais os nossos sonhos com relação ao que é eterno. É o momento de pararmos e renovarmos o compromisso que já firmamos com Deus quanto ao seu reino, sua glória e o louvor do seu nome.