“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28:18-20)
O ir implica em sair de si mesmo, em deixar de ser egoísta, em parar de pensar nas necessidades próprias, nos interesses individuais; mas passar a olhar a necessidade dos outros, em levar aos outros o que exergamos, o que vemos, o que recebemos o que compreendemos. Este ir, não se restringe a algo distante e nem, somente ao perto de nós; mas a ambos, aonde Deus nos pede para ir.
Fazer discípulos é seguir o mesmo procedimento, ter a mesma atitude de Jesus para com os seus. Não é uma questão de ensinar mandamentos, nem de transmitir teoria, nem de colocar pessoas em sala e despejar conhecimento; mas sim, de andar junto, de estar junto.
O segredo do fazer discípulo está no fato de fazermos, demonstrarmos e depois ensinar na teoria o que fizemos, explicar o que fizemos e porque fizemos, assim como Jesus fazia com os seus discípulos. Pode até não importar a ordem, mas a prática não está desassociada da teoria e nem a teoria da prática; porque fazer discípulos é fazer pessoas semelhantes a nós; porque imitamos a Deus.
Quando Paulo falou: “sede meus imitadores como sou de Cristo”, ele estava justamente convocando as pessoas a serem como ele, a fazerem o que ele fazia. Não estava falando de perfeição; pois ele mesmo em uma de suas últimas cartas, fala que não tinha alcançado a perfeição; mas que corria para o alvo.
O segredo do fazer discípulo não é uma questão de impor pensamento, de estabelecer regras, de pedir e exigir que as pessoas façam o que pensamos; mas está no ato de fazermos as pessoas a verem o que vemos, a fazer o que fazemos; a terem as mesmas motivações que nós, e ensinamos a ver e a fazer não porque é importante, não porque tem que ser feito; mas porque elas compreendem, elas passam a ver o que vemos e compreender que precisam fazer com colaboradores de Deus.
Fazer discípulos não é ensinar pessoas a nos seguirem, mas levá-las ao amadurecimento, conduzindo as em um processo de crescimento, de forma que se tornem dependentes de Deus, colaboradores de Deus, instrumentos de Deus para que façam e realizem a vontade de Deus. É fazer como uma águia ao ensinar os filhotes a voar.
Precisamos amadurecer para fazer discípulos, precisamos ser imitadores de Deus, precisamos ter consciência do nosso papel no reino de Deus, precisamos aprender a ver como Deus vê, a fazer com o Deus faz. Somente quando tivermos este entendimento de maturidade, não de perfeição; é que estamos prontos para ensinar as pessoas; porque não faremos e nem ensinaremos as pessoas a fazer o que desejamos; mas o que aprendemos e recebemos de Deus. Não por imposição, mas por oferecimento, por determinação, por compreensão; mas principalmente, por entendermos e vermos como Deus vê. Isto porque decidimos ser amigos de Deus, a sermos colaboradores de Deus na construção, na revelação do seu reino entre os homens.
Quando cada um se move por esta motivação, a igreja, como corpo, expressa a verdadeira vida de Deus.