Faz diferença se natal, 25 de dezembro, é o dia do nascimento do Cristo, o Salvador dos homens, quando Deus se revela entre nós? Ou se a data é referência ao solstício de inverno, comemorado pelos pagãos, antes mesmo do cristianismo se tornar a religião no império romano? Qual o significado do natal para cada um de nós? Claro, pensando em natal, não no momento comercial que o mesmo representa, onde o foco é a venda e o lucro imediato, onde a lei da oferta e procura prevalece de forma descarada, onde os produtos dobram de preço sem qualquer justificativa, somente, pela ganância de fazer mais em pouco tempo, usando os incautos e os que não planejam o natal de forma adequada e com antecedência deixando tudo para última hora.
O que desperta em nós o natal? Nisto que devemos refletir e pensar. O que aprendemos com este momento? De que falam as canções, as propagandas e o que querem transmitir? Sabemos que o natal é mais que festas, mais que presentes, mais que simplesmente a manifestação incontrolável de consumo que desperta em nós.
Natal é um momento onde se fala de solidariedade, de amizade, de compaixão, de misericórdia, de amar, de confraternizar uns com os outros. Natal é quando falamos de amor, de Deus conosco. Mas compreendemos o que significa o natal no que tange ao nascimento Cristo?
Não importa se Jesus nasceu em uma manjedoura, tiveram bois e vacas presente em seu nascimento, se tiveram os três reis magos; mas o que importa é o que significa a vinda do Cristo, o que significa Deus conosco, Deus entre os homens e qual o papel de Cristo no propósito eterno estabelecido em conselho pelo nosso Deus.
No natal manifestamos os sentimentos e atitudes que despertam em nós o que podemos dizer: “o melhor de nós”. Mas que não conseguimos a sua manutenção durante o decorrer do ano. Não somos tão solidários como deveríamos ser, não somos tão pacientes como precisamos ser, não somos cheios de compaixão e misericórdia como precisávamos ser. Por que, em nós, existe sentimentos tão bons, tão justos e tão corretos que sabemos ser bons, que nos fazem bem, nos fazem sentir como seres humanos; mas ao mesmo tempo que temos estes sentimentos revelamos, também, nos outros dias do ano, egoísmo, inveja, orgulho, arrogância, hipocrisia, mentira; não honramos as pessoas, não somos compreensívos? O que Deus deseja com a vinda do seu filho? Por que existem em nós sentimentos são opostos, porque está luta entre o que sabemos ser correto e o que fazemos de fato?
O mal que existe em nós é decorrente de nossa atitude de rebeldia, de rejeitarmos a Deus, por queremos ser independentes, donos de nós mesmos. Jesus veio, para aniquilar com o pecado, que nos destrói e nos afasta de Deus.
O seu nascimento tem um só propósito, permitir que com a sua vinda, com o que fez, com a sua atitude de se oferecer por nós, para padecer por nós, com um cordeiro, para que através da sua morte, destruisse o pecado que nos consome e nos separa de Deus. Ele nasceu, se ofereceu, abriu mão do que era, para viver em um corpo semelhante ao nosso, para que pudéssemos ser reconciliados com Deus.
Mais importante que o seu nascimento, que o cumprir as promessas de sua vinda, é que através de sua morte e ressurreição somos reconciliados com Deus. Este é o propósito eterno de Deus com o seu nascimento. Permitir que tenhamos vida, que conheçamos da Sua vida eterna.
É por causa do natal que podemos ser reconciliados com Deus, é por causa de Cristo, ao nos submetermos a ele, reconhecendo-o como Senhor e Salvador que podemos experimentar da vida de Deus. Quando recebemos a vida de Deus, somos ensinados a abandonar tudo que refere a natureza humana, todo egoísmo, orgulho, arrogância, inveja, cobiça, mentira para que esta vida se revele em nós e através de nós. Precisamos experimentar o Cristo, precisamos submeter as nossas vidas a ele, para termos o melhor de Deus, e viver segundo o coração do Pai para as nossas vidas, cheios de toda a vida, cheios de toda a paz que Deus nos concede por meio de seu filho e revelarmos, assim, pelo processo de crescimento e amadurecimento, abandonando tudo que procede da natureza humana, toda a misericórdia, solidariedade, amizade, compaixão, graça e bondade para com todas as vidas, em todo o tempo, todos os dias, de forma que Deus seja revelado entre os homens, pelo que somos e fazemos, como instrumentos de Deus.
Que possamos compreender, nos submeter e experimentar o melhor que Deus tem para nós homens e assim vivermos da maneira que Deus estabeleceu para nós em seu plano eterno.