“assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1 Coríntios 10:33-11:1, BEARA).
Quando nesta carta às pessoas de Corínto, quando Paulo, conclama-os para serem seus imitadores como ele era de Cristo sob que aspecto ele conduz esta convocação? Na busca dos interesses de quem? Toda atitude, toda palavra de admoestação conduzida neste pedaço da carta está relacionado justamente a questão da liberdade, de sermos livres, mas livres não para fazermos o que queremos, da forma como queremos; mas, com a mesma atitude de Cristo, abrindo mão dos próprios interesses, da própria vontade, do conhecimento que cada um possui, em favor do mais fraco, em favor do que necessita de edificação, para que todos, sejam levados ao crescimento, amadurecimento e compreensão da atitude que cada um deve ter em relação aos outros, ou seja, buscar o interesse dos outros no que tange a edificação e fortalecimento do corpo, do qual somos membros, a igreja de Cristo.
Por que devemos buscar o interesse dos outros? Por um simples motivo: a salvação (reconciliação dos homens com Deus), a proclamação e compreensão do reino de Deus, da vontade de Deus, do plano de Deus para os homens, para que todos cheguem ao conhecimento completo da sua vontade.
Se agirmos em nosso favor, na busca de nossos interesses estamos sendo egoístas, e não cooperadores de Deus para a sua obra e seu plano eterno. Mas se abrimos mão dos nossos interesses em favor do plano de Deus, de sua vontade, tanto na manifestação da nossa atitude, da misericórdia, da graça, da bondade de Deus, do seu amor nos nossos relacionamentos, então Deus se fará conhecido através da igreja.
Precisamos amadurecer, precisamos abandonar as atitudes de crianças, de imaturidade espiritual, precisamos compreender que viver a nossa vida, os nosso interesses, são manifestações de uma vida fora do propósito de Deus. Ele nos chama para viver segundo a sua natureza, para sermos seus imitadores, como filhos. Ser imitador implica em abandonar toda atitude egoísta que possuimos; mesmo que achamos que seja mais espiritual e mais correta fazer e que compreendemos que deve ser feito.
Precisamo lembrar que o nosso objetivo, propósito de vida, é levar as pessoas a reconciliação com Deus, ao amadurecimento e conhecimento da vontade de Deus e não o cumprir da nossa vontade, do nosso pensamento ou do realizar do nosso conhecimento. Não exigir que as pessoas façam e pensem como a gente, mas que não tenham atitude egoísta como a que normalmente manifestamos. Precisamos deixar de sermos egoístas, e levar as pessoas não serem egoístas.