“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16, BEARA)
Tudo que Deus faz é expressão da sua glória, do seu amor e misericórdia para com o homem. E ele expressa o seu amor aos homens, pelo fato de prover o meio de nos reconciliar com ele e vivermos em sua presença.
Precisamos compreender que o objetivo de Deus é reconciliar o homem consigo mesmo, permitir ao homem viver e andar na sua presença, ter da sua vida eterna e compartilhar da unidade com ele.
Mas precisamos, para que isto se torne uma realidade, um fato em nossas vidas, que compreendamos que somos pecadores, que estamos separados de Deus. Mortos, ou seja, sem a vida de Deus, separados eternamente, sem esperança. E observamos isso, pelo nosso comportamento, pelos frutos que produzimos e podemos observar que a nossa vida é guiada pelo egoísmo, onde nos consideramos o centro da atenção e que tudo deve ser e estar voltado para nós. Esta atitude é a oposta da proposta e da vida de Deus.
O segundo aspecto importante do plano de Deus para nós, está no fato que sendo pecadores, nós, por melhores, por mais que desejarmos jamais podemos fazer qualquer coisa que agrade a Deus. A natureza humana, contrária a divina, se revela nos nossos atos e confirmada pela lei, entregue ao povo judeu que revela o nosso estado pecaminoso e conscientes que por mais que tentemos, por mais que nos esforcemos, jamais conseguiremos satisfazer o padrão de Deus quanto ao cumprir a lei para ser justificado por ela.
Tendo a consciência que separados de Deus, mortos em nossos delitos, sem a vida de Deus, e que não conseguimos por nós mesmos cumprir e realizar a vontade de Deus, Ele no seu amor, eterno provê a forma de nos justificar, de nos remir da escravidão do pecado. O seu filho, como expressão de amor aos homens, esvazia-se de si mesmo e se oferece, como sacrifício para revelar a justiça de Deus e ser o justificador de todos os homens. Jesus morre em nosso lugar, na cruz, revelação da justiça de Deus, podemos crer no seu ato, e pela fé, recebermos a reconciliação com Deus, através da morte de Jesus em nosso lugar.
A terceira coisa que precisamos entender é sobre a salvação (reconciliação com Deus) que é um ato de fé, de crer que Jesus morreu em nosso lugar, para nos apresentar, pelo seu sangue, santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante de Deus. Somos apresentados diante de Deus, não por nosso mérito, não por nosso esforço, mas resultante do que Jesus fez por nós. Isto é a revelação da graça de Deus. De se mover em nosso favor não sendo nós merecedores e ainda pecadores.
E a quarto aspecto que necessitamos é que reconhecendo o nosso estado perante Deus, sabedores que não conseguimos pelo nosso esforço cumprir a as exigências de Deus, e tendo o entendimento que Jesus morreu em nosso lugar para nos reconciliar, aceitando isso por fé, nos entregamos, colocamos as nossas vidas em suas mãos, tendo ele, Jesus, como Senhor e Salvador. Somos então; reconciliados com Deus, pela fé, ou seja, nascemos de novo, nascemos do Espírito, agora reconciliados com Deus para andar com Deus.
E o quinto aspecto é com relação e depois? E ai? O que é esperado de nós após a reconciliação? Acabou? A salvação de nossa alma é o fim de tudo? Não, isto que precisamos entender. A reconciliação é o começo, não o fim. Agora somos cidadãos do reino de Deus, e como tais, devemos viver segundo o padrão estabelecido por Deus, que é o denominado de santificação, pois sem esta ninguém verá a Deus. O que é a santificação? Simplesmente o ato de abandonarmos as práticas e atitudes que tínhamos antes, e adotarmos as que são estabelecidas por Deus. Como fazemos isso? Morrendo. Morrendo para a natureza humana, para que a vida de Deus, seus atributos, sua natureza se revele em nós e através de nós. Precisamos entender que a santificação não é uma opção, e sim, uma expressão de amor e de honra ao nome de Deus e do nosso desejo de expressar gratidão. Precisamos compreender que recebemos tudo para viver uma vida que agrada a Deus. Precisamos somente, fazer morrer a natureza humana, pois fomos libertos do poder do pecado. Somente experimentamos o melhor de Deus, quando transformamos a nossa forma de pensar, quando abandonamos a natureza humana, morremos para nós. Fazermos as obras de Deus, revelarmos através de nossas atitudes as virtudes daquele que nos chamou para o seu reino e glória. É simples loucura?