Nossas ações, atitudes, o que fazemos selam as nossas escolhas e as decisões que tomamos. Eles definem a quem temos escolhido servir. Por isso precisamos estar atendo ao que estamos fazendo e não simplesmente ao que estamos falando. O que falamos, expressa nosso conhecimento, nosso entendimento das coisas e podem proceder da mente. Mas o que fazemos, expressam o que temos sido, o que veem em nós. Não existe vida verdadeira, se as nossas atitudes não expressam o que pregamos. Se pregamos uma coisa e fazemos outra, estamos sendo religiosos, estamos sendo como os fariseus e saduceus do tempo de Jesus.
Se desejamos do nosso coração ser expressão da graça, da misericórdia, da vida, da bondade e do amor de Deus nesse mundo para com “todas” as pessoas, veja, “todas”, não somente algumas; então precisamos estar atentos as palavras que Paulo expressou em sua carta aos romanos, onde ele afirma: “Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. ” (Romanos 6:19, BEARA). Por que podemos fazer isso? Por que podemos oferecer os nossos corpos para servir a justiça? Simples, “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:22-23, BEARA).
Precisamos, também, ter a convicção de que houve a nossa morte na cruz; pois se achamos que estamos vivos, ainda pensamos que podemos satisfazer os desejos de nossa carne; mas se morremos, não temos mais o que pedir, o que clamar em favor da natureza humana, como o próprio Pauulo afirmou: “Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus.” (Romanos 7:4, BEARA).
Só produzimos frutos para Deus, porque morremos, se estamos mortos, e nascemos para uma nova realidade, devemos, agora viver essa nova realidade. Não nos sujeitando aos desejos do corpo, não sujeitando a nossa vondade, ao nosso querer e aos nossos desejos; mas sujeitando a Deus.
Como revelamos em nossas atitudes que conhecemos a Deus? Existem as grandes decisões, e as pequenas decisões. Nas óbvias temos: não matar, não roubar, trabalhar e não viver em ociosidade, não mentir, não enganar, não burlar a lei, não sonegar impostos, não passar a perna nas pessoas.
Mas temos as que são mais críticas, as que estão relacionadas as nossas reações e que muitas vezes desprezamos, como: ser ríspido com as pessoas, desprezar as pessoas, não dar atenção. Além dessas, temos, não perdoar, não ser capaz de reconhecer assim como Deus concedeu graça, amor e perdão, concedermos àqueles que nos ofendem.
Além dessas, temos: responder com mansidão, quando alguém nos ofendem. Não levantar a voz, não falar de forma a machucar as pessoas. Não falar mal das pessoas (mesmo que consideremos somente como “comentários”). Deixar de apontar o dedo, mas ser um auxiliador, um amigo, um animador e incentivador para o progresso da vida da pessoa.
Essas atitudes, quando negamos, quando deixamos de fazer, estamos na realidade fazendo morrer a natureza humana, e vivendo segundo o coração de Deus, segundo a sua vontade. É também, diante da dificuldade, diante da tribulação, diante dos problemas, ter outra postura, devemos dar graças, devemos confiar e descansar em Deus.
Nestas atitudes demonstramos o que temos escolhido, a quem temos oferecido os nossos corpos a vida, para realizar a vontade de Deus, ou a morte, servindo ao pecado. O que vamos escolher? Em cada situação em cada momento, que opção selecionaremos?