O verdadeiro cristão

Nós nos auto denominamos de cristão, de seguidores de Jesus Cristo, os abençoados e escolhidos de Deus, como os conhecedores de verdade e do caminho da libertação, mas a nossa prática revela nos como seguidores de Cristo? Nossas atitudes demonstram que conhecemos, amamos e andamos como o Senhor? Pois foi o próprio Senhor quem disse: “— A pessoa que aceita e obedece aos meus mandamentos prova que me ama. E a pessoa que me ama será amada pelo meu Pai, e eu também a amarei e lhe mostrarei quem sou.” (João 14:21, NTLH). Se nós, temos simplemente falado da verdade, mas não temos vivido a verdade e nem temos conhecido e nem amado o Pai e ao nosso Senhor Jesus. Nós entendemos da verdade, mas não experimentamos da verdadeira verdade que liberta, sara e cura. Nós ainda não experimentamos da verdadeira morte para o nosso “eu” e nossa vontade. Viver como cristão é negarmos a nós mesmos e dia após dia, pegarmos a nossa cruz, morrendo para nós, para vivermos a vontade de nosso Senhor.

Não podemos ser religiosos, não podemos ser “mais um”, não podemos “deixar que falem mal do caminho por nossa causa”. Precisamos ter um propósito de vida compatível com o que pregamos. Precisamos ser o que dizemos que somos, precisamos andar segundo o coração de Deus, e não nos tornarmos religiosos como Paulo exorta em sua carta aos romanos, onde devemos substituir a palavra “judeu” por “cristão”.

“Meu amigo, não importa quem você seja, você não tem desculpa quando julga os outros. Pois, quando você os julga, mas faz as mesmas coisas que eles fazem, você está condenando a você mesmo.” (Romanos 2:1, NTLH) “Ou será que você despreza a grande bondade, a tolerância e a paciência de Deus? Você sabe muito bem que ele é bom e que quer fazer com que você mude de vida. Mas o seu coração é duro e teimoso. Por isso você está aumentando ainda mais o castigo que vai sofrer no dia em que forem revelados a ira e os julgamentos justos de Deus, pois ele recompensará cada um de acordo com o que fez. Deus dará a vida eterna às pessoas que perseveram em fazer o bem e buscam a glória, a honra e a vida imortal. Mas fará cair a sua ira e o seu castigo sobre os egoístas e sobre os que rejeitam o que é justo a fim de seguir o que é mau. Haverá sofrimentos e aflições para todos os que fazem o mal, primeiro para os judeus e também para os não-judeus.” (Romanos 2:4-9, NTLH)

Você tem a certeza de que é guia dos cegos, luz para os que estão na escuridão, orientador dos que não têm instrução e professor dos jovens. Você está certo de que encontra na lei a apresentação completa do conhecimento e da verdade. Você, que ensina os outros, por que é que não ensina a você mesmo? Se afirma que não se deve roubar, por que é que você mesmo rouba? Se você diz que não se deve cometer adultério, por que é que você mesmo comete adultério? Você odeia os ídolos, mas rouba as coisas dos templos. Você se orgulha de ter a lei de Deus, mas você é uma vergonha para Deus porque desobedece à sua lei. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Os não-judeus falam mal de Deus por causa de vocês, os judeus.”” (Romanos 2:19-24, NTLH). “E, se um homem que não foi circuncidado obedecer aos mandamentos da lei, Deus o tratará como se ele fosse circuncidado.” (Romanos 2:26, NTLH). “Pelo contrário, o verdadeiro judeu é aquele que é judeu por dentro, aquele que tem o coração circuncidado; e isso é uma coisa que o Espírito de Deus faz e que a lei escrita não pode fazer. E o louvor que essa pessoa recebe não vem de seres humanos, mas vem de Deus.” (Romanos 2:29, NTLH)

Quem somos? Filhos de Deus, ou simplesmente religiosos? Como queremos andar? A quem queremos imitar? Ao nosso Senhor com o seu exemplo de abnegação, de abrir mão de si mesmo do que pensa, para cumprir a vontade do Pai, ou aos religiosos na sua arrogância e prepotência como conhecedores de toda a vontade de Deus? Decidamos por ser filhos!