Escutar o que nos é falado

Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão;não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo.Eles, porém, não quiseram atender e, rebeldes, me deram as costas e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem.Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 7:9-12).

Preocupamos e corremos atrás dos dons. Queremos falar em outras línguas, o dom de cura, profecias e tanto outros dons que devem ser usados para a edificação do corpo; mas temos rejeitado o ensino de como proceder uns para com os outros. Rejeitamos o mandamento básico do Senhor Jesus quanto a amar, quanto a servir uns aos outros e quanto ao ser o maior no reino de Deus.

Queremos o que é de Deus, mas não queremos o que Deus representa em termos de atributos de justiça e juízo. Rejeitamos a prática do amor (não teoria e nem sentimento), amor que se move em favor das vidas e das pessoas, revelando a misericórdia e a graça divina nos nossos relacionamentos.

Queremos a comunhão com Deus, queremos intimidade com Deus; mas não a desejamos para  com o nosso próximo, que também, busca a Deus. E não entendemos que a nossa comunhão com Deus é expressa na nossa comunhão para com o nosso próximo, na nossa capacidade de suportar, de aceitar a suas fraquezas, de agir em seu favor, levando-o a um conhecimento maior daquilo que seja vontade do Criador.

Até quando não entenderemos que o desejo de Deus para as nossas vidas não é o que buscamos, mas o que temos rejeitado e não nos esforçado. Como nas palavras de Zacarias mencionadas nos versículos acima. Não oprimir os mais fracos, não usar do poder que temos para tirar benefício daqueles que não podem se defender; devemos ser honestos, devemos defender o interesse dos outros, devemos ser justos, e praticar balanças justas. Isto é, devemos, para aqueles que trabalham para nós, fazer segundo o que a lei determina, e não roubar o direito daqueles que tem trabalhado para nós e que temos oprimido.

Não intentar, não desejar, não planejar o mal contra o próximo. Coisa tão básica, e o quanto temos feito isso nas mínimas coisas? Quantas vezes, por causa do nosso egoísmo, ou orgulho, ou inveja, ou mesmo desejo de vingança, fazemos isso? Não podemos. Não nos cabe este direito. Se o nosso desejo é ser filhos de Deus, instrumentos para que através de nós Ele revele a sua glória, devemos desempenhar o papel que a nós foi atribuído. Devemos honrar ao Senhor em todas as nossas atitudes e palavras.

Por isso, precisamos buscar as outras coisas, mas não podemos deixar de fazer o que Deus deseja e expressa de forma tão clara quanto a sua vontade para as nossas vidas. Fazer estas coisas que são simples, que podemos realizar em nosso dia a dia, em todo o tempo é a verdadeira expressão de louvor e glorificação do nome de nosso Deus; mas que requer o fazer morrer para a natureza humana. Sejamos filhos que expressam a vontade e o desejo de Deus.