Omisso e péssimo administrador

A omissão do homem tem se mostrada desde a criação. Fomos colocados no Jardim para cultivar e guardar, isto é, para administrar. A função de administrador é para cuidar, para gerar frutos. Deus nos concedeu esta função. Além da função estabeleceu regras. Qual era a regra? Deu a quem? Poderíamos comer de tudo, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Isto podemos ver, conforme o livro de Gênesis: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. ” (Gênesis 2:15-17). Somente depois de fazer isso, é que Deus criou a mulher, como podemos ver: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2:18). “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada.” (Gênesis 2:21-23).

Pesa sobre o homem a responsabilidade de guardar e assegurar que a vontade de Deus seja cumprida. Isto não é uma responsabilidade da mulher. Ela foi designada auxiliadora, e o que precisamos compreender claramente é que a mulher e homem se completam, e ela não tem as mesmas responsabilidades que o homem. A omissão do homem se revela nestas simples coisas, transferimos para as mulheres decisões e responsabilidades que não dos homens. A direção, o preservar os valores de reino, a vontade de Deus é do homem. A função de ensinar, de assegurar que a vontade de Deus é cumprida é do homem, não da mulher. Nós homens, não podemos imputar esta responsabilidade a mulher, e como omissos que somos, é o que temos feito. Somos omissos na criação dos filhos, somos omissos na direção da casa, somos omissos como líderes que devemos ser no ambiente que estamos. Não estamos aqui discutindo ser chefe, mas ser líder, é nosso papel. Temos o papel de liderança, temos a responsabiliade de ouvir, e estabelecer a direção.

Podemos ver nossa omissão desde o princípio e queremos muitas vezes culpar a mulher ou a outros, como Adão culpou a Deus, sobre algo que seria a nossa responsabiliade, como podemos ver em Genesis: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. ” (Gênesis 3:6-7).

Por que não lhe abriram os olhos quando a mulher comeu e sim, somente, quando o homem comeu. Pois a mulher comeu antes do homem. Poderia o homem ter atuado como administrador do que Deus tinha confiado? Pode ser atribuido a responsabilidade a mulher? Não. Podemos ver que somente após o homem comer é que se consumou o pecado; não antes, não quando a mulher comeu. Isto que precisamos entender. Preservar os valores e a vontade de Deus é do homem, não da mulher. Mesmo que a mulher se conduza por caminhos contrário a vontade de Deus, não podemos ser omissos e deixar que continue, temos que restaurar a ordem, especialmente em nossas casas. Temos que manter as coisas segundo a vontade de Deus. Temos que aliviar o peso que temos colocado sobre nossas esposas. Esta é um responsabilidade do homem, não da mulher. Este peso não é dela é nosso.

Quando a palavra de Deus diz que o homem deve ser o cabeça, não é para ser o chefe, mas para ser líder. Ser líder não é o que determina as coisas, não é o que estabelece as regras; mas é o que assegura que a vontade de quem determinou as coisas seja cumprida. Assim como Jesus foi estabelecido o cabeça da igreja, e nós, todos nós, fomos designados como membros do corpo. Não podemos fazer as coisa que a nossa vontade, segundo o que pensamos. Podemos até tentar fazer segundo o que pensamos, mas somente irá imperar o caos.

E este caos se revela no tanto de denominações que existem (instituições humanas). Tanta vontade da carne, que nunca esteve no propósito de Deus. Na nossa omissão de obediência e preservar a vontade Deus, temos permitido que a vontade da carne, do pensamento humano se revele, conduzindo não a vida de igreja, mas a uma vida religiosa, negando assim, aos homens, o conhecimendo e o verdadeiro experimentar da vida de Deus. Negando, pela nossa omissão, o manifestar da glória de Deus entre os homens por meio da igreja, simplesmente porque não obedecemos ao cabeça que é Cristo, e achamos, e temos a arrogância de dizer que é da vontade de Deus, distorcendo o que Cristo deseja para a igreja.

Os lares são desfeitos, os valores da familia são destruidos por única e responsabilidade do homem, devido a sua omissão como líder, como sacerdote de sua casa. Tudo quando foge do propósito de Deus gera confusão e desordem. Por favor, não devemos entender como machismo, não é uma questão de machismos ou feminismo.

Precisamos entender que temos responsabilidade e papéis bem definido, desviarmos deste papel e desta responsabilidade irá gerar confusão e desordem. Não deve a mulher querer fazer o papel do homem, mas como auxiliadora, deve ajudá-lo a cumprir o seu papel, principalmente pelo caráter omisso do homem. Ajudá-lo, ser sua auxiliadora, sendo sábia irá preservar a vontade de Deus. Fazer isso é mais importante para a igreja, para o reino de Deus, do que possa a mulher imaginar. Ela ao querer fazer o papel do homem irá trazer para si uma responsabilidade que não poderá arcar.

Nós, homens e mulheres, precisamos ter consciência e entendimento de nossos papéis no plano de Deus. Fazermos ou querermos fazer segundo o que pensamos, mesmo como no caso do homem que tem se revelado omisso, somente nos levará para longe do que seja o propósito de Deus, nos lançando para longe das bençãos, do manifestar e do revelar a glória de Deus no mundo. Não cumprirmos o nosso papel, fará o que a Diabo tem conseguido desde o princípio que é desviar-nos do propósito e do querer de Deus. O importante não é comermos da árvore do conhecimento do bem e do mal; ou seja sermos igual a Deus; mas sim, comermos da árvore da vida. A decisão entre uma e outra tomamos todos os dias, em todos os momentos quando cumprimos ouu não nossos papéis.

O homem deve preservar a  mulher, ser responsável pelo seu papel e assegurar que a vontade de Deus irá se cumprir e realizar, como estabelecido e designado por Deus. A reconciliação das pessoas com Deus levam-nas, quando se submetem ao querer de Deus, a restauração do papel designado por Deus a nós, tanto homens como mulheres.