Quando pensamos o reino de Deus sob o aspecto temporário, deste mundo; podemos cair no engano e nas artimanhas de Satanás que deseja sempre desvirtuar os ensinamentos do reino e a nos afastar do princípio de vida desejado por Deus para nós.
É fundamental compreendermos algumas coisas importantes antes de aceitarmos teorias e ensinamentos segundo o pensamento do mundo e não de acordo com os valores eternos do Criador.
A primeira coisa que precisamos compreender é com relação a quem é dono do quê. Todas as coisas, tudo, pertence a Deus, como podemos observar: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu. ” (Salmos 24:1-2, BEARA). Isto é um fato indiscutível. Sendo de Deus, o que somos? Administradores daquilo que Ele coloca em nossas mãos. Como devemos administrar as coisas que ele nos entrega? Com sabedoria, com discernimento e devemos usar segundo o Seu coração e não segundo as nossas intenções e desejos.
A outra coisa importante é que precisamos entender a questão da prosperidade; pois confundimos prosperidade com ganhar muito, e ser próspero não é uma condição de ganhar muito; mas sim em como usamos o que temos em nossas mãos.
Independente do que façamos, ou como temos recebido os nossos ganhos, seja através de um salário, um rendimento de trabalho ou resultante de lucro de um negócio como empresário. Tudo que fazemos deve ser feito segundo o fundamento do caráter de Deus (segundo a Sua natureza) e não segundo os princípio e fundamentos da natureza humana que tem por propósito roubar, enganar, apropriar indevidamente. Como assim? Por exemplo: sonegar impostos, negar o direito de um trabalhador, não lhe pagar o que é devido, negar-lhe os benefícios estipulados em lei, por causa do maior custo incorrido e isto irá diminuir os lucros. Estamos entendendo? E o assalariado? Quando “Inventa” maneira de pagar menos impostos, está sonegando, está roubando. Nada disto deve ser perseguido por quem conhece a graça e o amor de Deus.
Agora, do que sobrou, como temos gastado? Estamos na mesma corrida desenfreada de consumo que é imposta ao mundo? Estamos endividados? Queremos sempre a última tecnologia para não sermos ultrapassados? Trocamos as coisas que usamos porque existe uma coisa melhor; mesmo que não iremos usufruir dos benefícios que ela proporciona? Temos gastado mais que ganhamos? Fazemos dívida e compramos a prestação porque não sabemos poupar e pagar a vista? Decidimos pagar juros e impostos abusivos em um financiamento porque não sabemos poupar para comprar a vista?
Quando tomamos uma atitude assim, nunca sobrará, sempre estará faltando dias para o rendimento que temos. Nunca será suficiente. Estaremos usando de forma indevida o que temos recebido para o nosso próprio agrado e atendimento dos nossos desejos. É esta atitude aceitável diante de Deus? Não. Não é isto que Ele nos ensina. Precisamos aprender a gastar e a usar os recursos que nos é disponibilizado. Recebemos não para atender o nosso interesse; mas sim, para usar segundo os valores do reino, em coisa que são eternas e não temporárias. Não podemos nos deixar dominar por valores e pensamentos temporários.
Mas e a generosidade? Bom, ela é resultante do aspecto anterior. Não importa, o muito ou o pouco que temos recebido; mas se gastamos no que precisamos efetivamente (podemos analisar o que temos comprado e no que temos gasto) irá sempre sobrar, para pouparmos para os momentos de crise, como para ajudar e contribuir com o que é importante e eterno.
Por favor, vamos entender contribuir com eterno; não estamos falando aqui de construção de prédios, de aquisição de coisas de última geração para a “igreja”; mas do investir em vidas, de ajudar as pessoas, de suprir as necessidades dos outros na nossa abundância. Termos um coração desprendido, sentirmos compaixão e suprir a necessidade de quem precisa com sabedoria, discernimento e ordenação do Espírito. Precisamos aprender a fazer com liberalidade. Quando aprendemos agir segundo o coração de Deus, ele não só nos guiará no que é importante, e no ajudar as pessoas, como nos abençoará; assim como Paulo escreveu: “Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.” (2 Coríntios 9:10-11).
Quando temos um coração generoso, não para recompensa que podemos receber; mas o que precisamos entender não é a abundância que poderá vir; mas sim, a glorificação do nome de Deus por nosso intermédio, não só diante do mundo; mas de todos os principados e postestades; pois revelaremos a Deus em nossos atos; o seu nome será glorificado.
E além disto; mesmo não tendo nós os recursos para ajudar as pessoas; seremos como um canal receptador de recurso para ajudar outras pessoas; como um meio para ligar a generosidade de outros para suprir a falta de quem precisa.
Não podemos manter uma atitude egoísta; não podemos ser perdulários, não podemos ser péssimos administradores dos recursos que Deus tem colocado em nossas mãos; precisamos usar com sabedoria; ter atitude de prosperidade; precisamos focar nos valores eternos do reino e não andar segundo o pensamento deste mundo.
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