“Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros.Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas.Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas.Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.” (João 21:15-18, BEARA)
Muitas vezes não compreendemos as passagens que lemos, inclusive esta, como: por que Jesus pergunta a Pedro três vezes sobre se o amava. Se não olharmos a passagem no original e que palavra usou para “amor”, será difícil compreendermos.
As duas primeiras vezes Jesus usou para amor a palavra “ágape”, e Pedro respondeu com a palavra “phileõ”. Na terceira vez Jesus usa esta última e não mais a primeira. O significado de amor para estas duas palavras é totalmente diferente, enquanto a última refere-se a um amor de amigo, limitado, a primeira refere se a ao amor de Deus, ao amar sobre todas as coisas, sobre a própria vida. No primeiro está o comprometimento, o dar a vida, no segundo, é limitado no seu significado.
Na terceira vez Jesus usou este último. E por que fala logo depois sobre quando jovem ir aonde queria e quando velho o levariam?
Isto que precisamos compreender e entender de nosso processo de amadurecimento e da forma como Deus trabalha das nossas vidas. Todo processo de Deus é nos levar ao verdadeiro relacionamento de amor, onde existe o compromisso, onde existe a compreensão do nosso papel, do amor a Deus do cumprir a sua vontade.
Quando somos imaturos espiritualmente falando, não podemos nos comprometer em um nível de relacionamento de amor, relacionado ao “ágape”, mas sim, “phileõ”, que é limitado. Mas Ele quer nos levar para um amadurecimento, crescimento espiritual de forma que toda expressão de amor, seja baseada no “ágape”, onde tem o comprometimento, onde há a entrega completa, a dependência completa de Deus, onde a nossa vontade está em cumprir a vontade do Pai. Amadurecimentos, para compreender que não estamos aqui para realizar os nossos desejos e nem a nossa vontade, onde esvaziamos da natureza humana, fazendo a morrer, para que a vida de Deus, a natureza de Deus se revele em nós e através de nós, em todos as nossas ações e nos relacionamentos que temos.
Expressaremos a vida de Deus não baseado no “phileõ”; mas sim, em “ágape”, de modo que não haverá razão para não vivermos uma vida segundo o sermão da montanha, onde não temos razão de querer defender o que pensamos ou a nossa vontade; mas a de Deus, para que o seu Filho Jesus seja reconhecido como o Salvador e como o Senhor.
Busquemos o amadurecimento, nos coloquemos nas mãos de nosso Deus, ofereçamos as nossas vidas como sacrifício vivo para que a Sua vida, Sua vontade sejam cumpridas em nós e através de nós. Façamos de nossas vidas algo útil para o reino e não na busca desenfreada de nossa vontade e de nosso querer.
Você precisa fazer login para comentar.