Agimos de forma equivocada diante de Deus e dos homens, sem o entendimento correto de qual seja a Sua vontade. A grande maioria de nós, achamos que devemos santificar os nossos atos para sermos “mais” aceitos por Deus, como se nós, por nós mesmos, pudéssemos fazer algo que agradasse a Deus. Não é este o pensamento corrente?
Quando lemos na carta que Paulo escreveu aos Colossenses podemos observar: “agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis,” (Colossenses 1:22, BEARA). Se somos apresentados diante de Deus, pelo sangue do cordeiro, santos, inculpáveis e irrepreensíveis, então, por que precisamos ser santos em nosso procedimento?
Pedro, escrevendo em usa carta afirma: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram,mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus. ” (1 Pedro 1:14-21). “…antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” (1 Pedro 3:15). “…para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.” (1 Pedro 4:2, BEARA).
Mas fica a pergunta: Por que santificação? Se Deus já me aceita por causa de Cristo e por causa do seu sacrifício?
É tudo uma questão de natureza. Vamos ter o entendimento claro. Se somos filhos de Deus, se recebemos de sua natureza, se ele nos concedeu da sua vida, do seu Espírito, como devemos então proceder? De forma contrária ao que Ele é? Isto que precisamos de discernimento. Por sermos filhos, por termos a natureza de Deus, devemos revelar em nossos atos o que Ele é, não a nossa velha natureza, a natureza humana, que morreu com Cristo na cruz. Quando Paulo fala que devemos fazer morrer a natureza humana, é sobre isso, ou seja, não é para vivermos de forma diferente de Deus, isto por sermos filhos.
Dá para entender para que serve a santificação? É para nos aproximarmos mais de Deus? Não, a santificação de nossos atos, tem um só propósito: aproximarmos Deus das pessoas. Com o nosso testemunho exemplar, revelando a vida de Deus que está em nós; então, manifestamos Deus, revelamos sua glória, seu amor, sua justiça aos homens. Quando agimos, imitando Deus em seus atos, estamos na realidade, sendo luz neste mundo, sendo sal nesta terra. A santificação de nossos atos é por causa das pessoas, sacrificamos a nossa vontade, o nosso desejo em favor da vontade de Deus, por causa das pessoas e não por causa de Dele próprio. Nós somos instrumentos de Deus para que Ele se revele ao mundo.
Ele somente pode revelar ao mundo, se nós, que somos filhos, revelarmos a sua vida, sua natureza e seus valores entre os homens. Santificamos para expressar o amor de Deus, não para condenar e não é para nós mesmos.
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