Podemos ler no livro de Amós, que diz: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.” (Amós 5:21-24).
O que compreendemos de juízo e justiça que agrada a Deus, já que ele, não tem prazer nas festas e celebrações que fazemos quando não são acompanhadas dos verdadeiros valores do Seu reino?
Isto que precisamos compreender. Exercer juízo não está no aspecto de julgar, apontar, identificar e o exercer justiça na punição do culpado. Não são estes os valores do reino conforme podemos observar nas atitudes e ações realizadas por Deus para conosco.
Juízo sim, tem a ver com sensatez, bom senso, discernimento, olhar a situação, analisar e tomar uma decisão. Este é o juízo que Deus deseja que façamos segundo os valores do reino. Como foi que Deus exercerceu o juizo com relação a nós? Estando nós condenados, compreendendo a nossa situação, nossa cegueira, nossa incapacidade de nos libertar do poder que nos escravizava, o que fêz? Nos condenou? Não, pois nós mesmos já estávamos condenados! Já estávamos mortos por causa da nossa desobediência. Mas o que Ele fez para exercer a Sua justiça? Nos condenou? Não, muito pelo contrário, provendo o meio e a forma para nos libertar do poder que nos escravizava. Ele exerce a justiça, oferecendo o Seu Filho como propiciação pelo nosso pecado, pela nossa condenação para que pudéssemos ser resgatados, comprados de maneira a sermos libertos do poder que nos dominava e nos fazer Seus filhos, nos habilitando para vivermos uma vida segundo os Seus valores e a Sua natureza.
Assim, devemos nos portar no nosso dia a dia. Quando estivermos diante de uma situação não devemos exercer o juízo segundo os valores deste mundo, mas do reino. Precisamos compreender a situação, precisamos analisar o estado de cada individuo e agirmos com justiça, manifestando os valores do reino de Deus em nossas ações, para que possam ver a nossa boa obra e glorificarem a Deus, mas não só isto, mas de maneira que venham para a luz e se submetam ao Senhor que os libertou de todo o poder que os escravizava.
Exercer justiça não é punirmos, não é condenarmos, mas demonstrarmos compaixão, amor, paciência e longanimidade para com a aquele que está cego de maneira que possa ver as obras de Deus.
Precisamos entender que o exercer justiça está nas pequenas coisas de nossa vida e de nosso dia a dia, nas ações e reações que revelamos diante de cada situação. Não podemos agir com egoísmo, com orgulho, com arrogância, mas temos que manifestar os valores e o amor de Deus para com todos.
Como fazemos isso? Vamos pensar em pequenas coisas que podemos revelar a justiça de Deus. Pessoas que trabalham para nós, como agimos com elas? Pagamos o que é devido? Quando vemos em necessidade e dificuldade, e tendo condições de ajudar, de suprir, nós fazemos ou omitimos? Com amigos e pessoa que conhecemos como fazemos? Nos escondemos ou somos um ponto de apoio e somos capazes de suprir as necessidades materiais quando elas existem?
E com as pessoas que pensam e agem diferente da gente e não tem os mesmos valores? Como reagimos? Condenamos, acusamos, apontamos o dedo, ou temos demonstrado compaixão, misericórdia e temos sido pacientes para que possam enxergar o que vemos e ouvir e compreender o que temos escutado?
Nestas pequenas coisas, tanto com aquele que está perdido no poder das trevas, como do imaturo na fé, temos que olhar com os mesmos olhos que Deus olhou para nós e de nós se compadeceu usando pessoas para nos conduzir à maturidade e ao conhecimento da Sua vontade.
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